Alan Rickman, o Snape de “Harry Potter”, morre aos 69 anos

Que semana difícil. Perder Alan Rickman e David Bowie na mesma semana, e com a mesma idade (69 anos), não é fácil. São dois artistas gigantes, talentosíssimos e que deixaram um importante legado – além de agora também deixarem uma lacuna para todos que acompanhavam os seus trabalhos.

Dono de uma das vozes mais singulares do cinema, e com participações em filmes como Harry Potter, Duro de Matar e Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões, a morte foi confirmada pela família de Rickman, que vinha sofrendo de um câncer.

O ator conquistou novos fãs quando viveu Snape, na franquia Harry Potter. Mas Rickman participa de grandes produções desde 1988, quando ele viveu o personagem Hans Gruber, o vilão e adversário de Bruce Willis no incrível Duro de Matar.

Gruber foi o primeiro de muitos vilões memoráveis que ele ajudou a construir. O que dizer, por exemplo, do Xerife de Nottingham que ele interpreta em Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões, contracenando ao lado de Kevin Costner? E também o terrível Rasputin, no longa-metragem de 1995 lançado pela HBO?

Entretanto, Rickman não viveu só de vilões. Ele também fez personagens carinhosos e românticos ao longo da sua carreira, com aquela mesma voz terna que lhe ajudava a compor os seus personagens mais violentos.

Em 1995, ele estreou na direção no drama escocês Momento de Afeto, em que dirige a atriz Emma Thompson e a sua mãe, Phyllida Law. No ano passado, ele dirigiu pela segunda vez e se juntou a Kate Winslet no filme A Little Chaos, um romance que se passa nos jardins de Versallhes e que não chegou ao Brasil.

Além de mostrar o seu incrível talento nos cinemas, o ator britânico também é altamente reconhecido por seu trabalho no teatro, onde fez uma grande carreira desde quando estreou nos palcos em 1986. E sempre que ele emendava muitos filmes dava algum jeito de voltar para àquilo que ele amava, sendo indicado uma vez ao Tony Awards.

“Atores são agentes da mudança. Um filme, uma peça, uma canção ou um livro podem fazer uma diferença. Pode mudar o mundo”, disse ele uma vez. Descanse em paz, Alan Rickman…

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