As 11 melhores séries que assistimos até o momento em 2020

Quase que no tempo regulamentar, chegamos com a nossa lista das onze melhores séries que assistimos até o momento em 2020. São séries que garantiram a diversão, boas risadas, algumas doses de tensão e medo, e ajudaram a tornar o tempo em casa menos doloroso e a pensar menos na ansiedade que toma conta todos os dias. O ano até o momento tem sido de muita qualidade na TV. As plataformas de streaming se aproveitaram desse isolamento social e estrearam muitas coisas boas. Segue a nossa lista:

11. I Am Not Okay With This
1ª Temporada · Netflix

Seguindo as trajetórias de The End of the Fxxxing World e Stranger Things, a série adolescente I Am Not Okay With This acompanha Syd e o seu cotidiano na pacata cidade onde vive. Como se já não bastasse os problemas que todo jovem enfrenta, ela repentinamente desenvolve poderes incontroláveis após a morte trágica do pai. É um bom entretenimento em tempos de quarentena, pois a história é agradável de assistir e os episódios são bem rápidos.

10. The Plot Against America
Minissérie · HBO

Adaptação do romance lançado em 2004 por Philip Roth, a minissérie The Plot Against America, criada por David Simon (The Wire, Treme), a série acompanha uma família de origem judaica nos Estados Unidos em meio ao crescimento do fascismo, que ganha as eleições de 1941. Se há uns dez anos veríamos isso como uma trama disfuncional em um universo distópico, hoje a série nos obriga a olhar para essa narrativa com preocupação, medo e insegurança.

09. Perry Manson
Minissérie · HBO

É uma das mais recentes estreias, juntamente com I May Destroy You. Como viciado em séries de investigação, Perry Mason era uma obrigação assistir. Bem dirigida e com atuações excelentes, a série é sobre o clássico investigador homônimo, muito conhecido da cultura pop, que ganhou fama nas décadas de 50 e 60 ao desvendar crimes na televisão americana. A releitura é interessante pelas atuações e, principalmente, pela bonita fotografia e direção de arte noir. A história, por outro lado, enfrenta problemas. Às vezes confunde, outras vezes ao investir tempo em apenas um único caso a sensação é de que os episódios não estão sendo aproveitados. Mas a tensão segura a narrativa e vale a pena.

08. Homeland
8ª temporada · Showtime

As desconfianças em relação à última temporada de Homeland eram muitas. Após tantos anos em exibição na TV e com temporadas irregulares desde o sexto ano, Homeland parecia desgastada. Mas essa impressão foi embora logo quando a temporada começou. Homeland voltou à grande forma. Foi um final encantador, bem elaborado e poético. Não consigo não pensar que o final renderia uma continuação. Mas é melhor aproveitar este e deixar Homeland descansar.

07. The Great
1ª Temporada · Hulu

Irreverente, sarcástica e muito, muito engraçada. Essa é The Great, a sátira da Corte na Rússia criada por Tony McNamara, roteirista do filme A Favorita, durante os anos do imperador Peter e da imperatriz Catherine, A Grande, e sua jornada pessoal para se transformar na maior monarca da história da Rússia. Qualquer fato histórico é irrelevante, uma vez que tudo é tratado de forma satírica. E esse tom envolve quem assiste, até desenvolve empatia pelos personagens. Uma das boas surpresas deste ano, até o momento.

06. A Amiga Genial: História do Novo Sobrenome
2ª Temporada · HBO

Produção inspirada nos livros da autora italiana Elena Ferrante, a segunda temporada de A Amiga Genial é retomada exatamente de onde parou no primeiro ano. Como pano de fundo, alguns movimentos estudantis e trabalhistas e a modernização da Itália. Em foco, a amizade de Lila e Elena continua sendo testada, ao passo que ambas estão em busca das suas identidades. A série é filmada na Itália, falada em italiano, com dialeto napolitano, e tem direção de Saverio Costanzo. Às vezes dá vontade de viajar para lá, de tão linda que as locações são. Mas essa vida aí eu não queria pra mim, não.

05. I May Destroy You
1ª Temporada · HBO

Parece que o atraso em soltar essa lista foi recompensado. Sim, porque com isso deu tempo de colocar a surpreendente I May Destroy You, criada, escrita e dirigida por Michaela Coen. O caminho para a série ganhar vida foi tortuoso, como bem explora o perfil de Coen na Vulture nesse mês. A história acompanha Arabella e sua tentativa de entender o que vem em flashes em sua consciência. Imagens que revelam a angustiante violação sexual da qual ela não consegue se lembrar completamente. Essa traumática experiência da personagem foi sentida por Michaela Coel enquanto fazia sua premiada série Chewing Gum (2015). Desde que estreou, a série tem gerado grande discussão e elevou a fama desconhecida de Coel ao patamar de nova estrela da TV mundial.

04. Sex Education
2ª Temporada · Netflix

Comecei a acompanhar televisão por causa das séries teens, como The O.C e One Tree Hill. Sex Education em nada tem a ver com essas duas. É o tipo de programa que, caso fosse contemporâneo destas duas, poderia dar um frescor ao gênero. Desde a estreia a série ganha elogios pelo retrato humano e novo. E isso se manteve na segunda temporada. A honestidade em tratar esses temas ganhou contornos mais dramáticos, deu espaço a novos personagens e soube explorar ainda mais a narrativa dos que já eram considerados importantes. O resultado é uma temporada viciante, digna de maratonar.

03. The Last Dance
1ª Temporada · Netflix

Eu jogava na década de 90 (talvez isso entregue um pouco a minha idade) um jogo da NBA no Super Nintendo. E qual o time que todo mundo queria escolher para jogar? O Chicago Bulls de Michael Jordan, Scottie Pippen e Dennis Rodman. O documentário The Last Dance, dividido em 10 partes, feito pela ESPN Films e distribuído pela Netflix, explora a carreira de Jordan e daquele Bulls avassalador. Impressiona, além de tudo isso, o acesso que Jordan forneceu à equipe. Isso transformou o documentário em algo ainda mais imprescindível de assistir nesse ano.

02. Normal People
1ª Temporada · Hulu

Por aqui no blog assistimos Normal People duas vezes. Passamos o final de semana assistindo, completamente encantados pela história de Connell e Marianne. Adaptado do livro de Sally Rooney, Normal People causou burburinho já em 2018. O sucesso agora da série sedimentou essa empolgação. Isso se deve a dois grandes pilares: as direções de Lenny Abrahamson e Hettie Macdonald, que deixaram a história espontânea e íntima, e os atores Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal, cujas atuações tornam Normal People a série mais bonita e doce do ano.

01. Better Call Saul
5ª Temporada · AMC/Netflix

A quinta temporada de Better Call Saul foi a melhor da série até o momento – e, talvez, seja até aqui a melhor do 2020. Foi também o ano mais sombrio. Isso porque o genial e competente diretor de fotografia, Marhsall Adams, preencheu mais a tela com sombras e obstáculos. Isso se deu porque a história de Jimmy McGill/Saul Goodman está chegando naquele ponto de virada, pois cada decisão o empurra para um caminho que não dá espaço para arrependimentos ou olhar para trás. Junto com Bob Odenkirk, quem brilhou mesmo foi Rhea Seehorn. A intérprete de Kim Wexler abraçou a temporada para si e entregou a melhor performance da televisão até o momento.

Vinícius Silva
Sou formado em Jornalismo e mestre em Gerenciamento de Negócios Internacionais. O vício em Filmes, Séries e nas Artes em geral me levaram à escrita.

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