Séries

As dez melhores séries de 2015

Antes de mais nada é bom que se diga o seguinte: não temos nenhuma parceria ou algo do tipo com o Netflix. A única explicação que temos para escolhermos tantas séries do serviço de streaming é que eles realmente tiveram um ano inesquecível e com produções boas, uma atrás da outra. Então, ficou praticamente impossível não listá-las aqui nesse especial.

Apresentamos uma variedade de séries, temas e gêneros. Confira a nossa lista abaixo:

"Better Call Saul" é um desses poucos spin-offs que dão certo. (Foto: Divulgação)
“Better Call Saul” é um desses poucos spin-offs que dão certo. (Foto: Divulgação)

Better Call Saul

Spin-off de Breaking Bad, Better Call Saul concentra a história no passado do advogado Saul Goodman – até antes mesmo dele ser conhecido por esse nome. Estreou pelo canal AMC e foi exibida simultaneamente pelo Netflix. Os primeiros dois episódios apresentam um ritmo muito semelhante à Breaking Bad, até cair um pouco nos capítulos seguintes e volta a recuperar o fôlego, para entregar uma temporada que mantêm a linguagem da série criada por Vince Gilligan, enquanto deixa os atores Bob Odenkirk e Jonathan Banks serem impecáveis em cena.

A versão do Netflix para Demolidor apaga a visão que tínhamos sobre o filme. (Foto: Divulgação)
A versão do Netflix para Demolidor apaga a visão que tínhamos sobre o filme. (Foto: Divulgação)

Demolidor

Criada por Drew Goddard, Demolidor estreou rodeada de incertezas. Afinal de contas, a primeira vez que a Marvel decidiu realizar um projeto envolvendo esse personagem resultou naquele trágico filme com Ben Affleck. Mas não demorou muito para que a série rapidamente nos fizesse esquecer aquela produção. A escolha de Charlie Cox para viver o herói foi mais do que acertada e vimos um projeto da Marvel muito diferente daqueles que estamos acostumados a ver no cinema: mais violência e mais profundidade ao tratar dos personagens. No elenco, não só Charlie Cox está muito bem, mas também todo o elenco de apoio e principalmente Vincent D’Onofrio, que interpreta o Rei do Crime.

"Jessica Jones" estreou há pouco tempo, mas não poderia ficar de fora dessa lista. (Foto: Divulgação)
“Jessica Jones” estreou há pouco tempo, mas não poderia ficar de fora dessa lista. (Foto: Divulgação)

Jessica Jones

Mais uma série do Netflix e mais uma adaptação do universo Marvel. Estreou recentemente, mas não tinha como ficar de fora dessa lista. Manteve o clima sombrio já visto em Demolidor e aprofundou ainda mais a história. O vilão vivido por David Tennant é tão aterrorizante quanto o de Vincent D’Onofrio. Jessica Jones é mais uma heroína atuando em Hell’s Kitchen e, por isso, não vemos a hora de vê-la junto com Demolidor lutando juntos em algum momento. Seria lindo.

Primeira série dos irmãos Wachowski e já pode ser considerada como uma das melhores do ano. (Foto: Divulgação)
Primeira série dos irmãos Wachowski e já pode ser considerada como uma das melhores do ano. (Foto: Divulgação)

Sense8

É preciso ter paciência com Sense8. A série não agrada logo de primeira. E tem um motivo: os irmãos Wachowski (responsáveis pela Trilogia Matrix) criaram uma trama que, nos primeiros episódios, se mostra muito confusa. Mas também não demora muito para que rapidamente estejamos torcendo pelos personagens e os acompanhando em sua jornada de descobrimento e de reconhecimento das suas próprias personalidades. A série tem elementos de suspense, tem romance, ação e boas sequências de lutas. Mas o que é mais importante é percebermos que, assim como os irmãos Wachowski acreditaram nessa história e nesses personagens, nos vemos completamente mergulhados em acreditar também.

"Mr. Robot" foge do senso comum e se transforma em umas gratas surpresas de 2015. (Foto: Divulgação)
“Mr. Robot” foge do senso comum e se transforma em uma das gratas surpresas de 2015. (Foto: Divulgação)

Mr. Robot

Essa é uma das grandes surpresas do ano. Um hacker que não tem muita vida social, trabalha numa empresa de ciber segurança ao mesmo tempo em que deseja derrubar a operação de uma companhia gigante através de um movimento com outros hackers. Bem, Mr. Robot tinha tudo para cair no senso comum com uma história assim. Mas é exatamente o que a série se esforça o tempo inteiro para não fazer. Mr. Robot muitas vezes soa pretensiosa em suas referências à Clube da Luta, Holy Motors, True Detective e Dexter. Mas a série é tão imprevisível e ousada que nos faz torcer por Eliott Anderson e por “seja lá aquilo que ele está tentando fazer”.

A parceria Wagner Moura e José Padilha normalmente alcançando um resultado extraordinário. (Foto: Divulgação)
A parceria Wagner Moura e José Padilha novamente alcançando um resultado extraordinário. (Foto: Divulgação)

Narcos

Uma das séries mais aguardadas desde que foi anunciada pelo Netflix. Produzida e com dois episódios dirigidos por José Padilha, o elenco é comandado por Wagner Moura, que vive o narcotraficante Pablo Escobar durante os primeiros anos de formação do cartel de Medellín e também do advento de outros cartéis rivais que foram surgindo à medida em que se percebeu que existia um negócio muito lucrativo em traficar drogas, principalmente as enviando para os Estados Unidos. A série adota um tom documental para recriar fatos relevantes e também chocantes que aconteceram na Colômbia durante esse período. E tudo é mesmo tão chocante, que a série fica por muitos e muitos dias em nossa consciência.

O trio que fez "Damages" agora analisa os segredos de uma família em "Bloodline". (Foto: Divulgação)
O trio que fez “Damages” agora analisa os segredos de uma família em “Bloodline”. (Foto: Divulgação)

Bloodline

Série criada pelo mesmo time de Damages. Protagonizada por Kyle Chandler (Friday Night Lights). E mais uma produção do Netflix. Como não dar uma chance? E não causa arrependimento algum. Bloodline tem algumas limitações na trama (algumas resoluções não são lá muito satisfatórias), mas a dinâmica que a série mostra é o que mais enche os olhos. A típica família importante, dentro de uma cidade pequena e que tem tantas coisas a esconder do passado tentando a todo custo manter as aparências do círculo familiar perfeito e inabalável. Só que tudo começa a desmoronar com o retorno do irmão mais velho, Danny, que traz desequilíbrio e expõe, não somente as fragilidades dos Rayburn, mas os seus piores segredos. E tudo muito bem escrito pelo trio responsável por Damages – aqui, convenhamos, sem muita novidade, não é?

Poucas comédias comecem ser ao mesmo tempo complexas e sensíveis como "Grace and Frankie". (Foto: Divulgação)
Poucas comédias conseguem ser ao mesmo tempo complexas e sensíveis como “Grace and Frankie”. (Foto: Divulgação)

Grace and Frankie

Mais uma produção do Netflix. Mas o que podemos fazer? São muitas séries boas (e novas) em apenas um ano. Se você que assistia The Newsroom e já gostava dos poucos momentos em que Jane Fonda aparecia, quando ela simplesmente roubava as cenas, vai gostar ainda mais de Grace and Frankie. Isso porque aqui ela está na companhia de Lily Tomlin. E as duas estão juntas para enfrentar o fato de seus maridos resolverem pedir divórcio para viverem juntos. Mas não há nada de tristeza e momentos depressivos. A série se deixa levar pela leveza ao mesmo tempo em que mostra os desafios de todos os personagens com as novas vidas que escolheram. E é isso que a torna tão especial em relação às outras comédias desse ano.

"The Last Kingdom" é a invasão dos Vikings vista pelo olhar dos ingleses. E é muito boa. (Foto: Divulgação)
“The Last Kingdom” é a invasão dos Vikings vista pelo olhar dos ingleses. E é muito boa. (Foto: Divulgação)

The Last Kingdom

Se você é fã de Vikings, provavelmente não vai se decepcionar com The Last Kingdom. Produção da BBC America e baseada em “As Crônicas Saxônicas”, do escritor Bernard Cornwell, a série mostra as batalhas entre ingleses e vikings pela Inglaterra durante a invasão viking em muitas cidades, algo que já é narrado na série homônima do History Channel. O interessante nessa série é ver a trama e as batalhas pelo olhar dos ingleses, mas também acompanhar a trajetória de Uhtred, que foi sequestrado e criado pelos Vikings ainda quando era bem pequeno. The Last Kingdom é uma ótima série e que merece uma chance de ser vista.

Uma menção honrosa à "The Bastard Executioner", que foi cancelada injustamente. (Foto: Divulgação)
Uma menção honrosa à “The Bastard Executioner”, que foi cancelada injustamente. (Foto: Divulgação)

The Bastard Executioner (Menção honrosa)

Ainda não entendemos como o canal FX pode cancelar The Bastard Executioner. Mas a série criada por Kurt Sutter (Sons of Anarchy) entra mesmo assim em nossa lista, como uma menção honrosa. Afinal de contas, a história estava ganhando fôlego e se tornando cada vez mais interessante de acompanhar, até que a emissora americana foi lá e cortou o nosso barato. Uma pena. Sutter comete alguns erros de ritmo nos primeiros episódios para contextualizar a trama em Gales e o que está acontecendo de tensão naquela região, até o ponto em que consegue encontrar o tom adequado para a história, que caminha entre boas reviravoltas, personagens complexos e imprevisíveis, além de uma atuação de Stephen Moyer que possivelmente demoraremos a ver novamente. Vale a pena assistir os únicos dez episódios que o FX deixou a série fazer.

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