Cinema

Atores negros que poderiam estar entre os indicados ao Oscar

Desde que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista de indicados ao Oscar sem conter nenhum ator, atriz ou diretor negro, uma discussão sobre diversidade se iniciou e ganhou as redes sociais rapidamente.

Não demorou muito para que algumas personalidades negras importantes começassem uma campanha de boicote à premiação. Será que não teve mesmo nenhum ator negro que chamou a atenção dos votantes da Academia?

Nós do Trívia pensamos que não. Apesar dos estúdios escolherem poucos filmes com atores negros protagonistas, teve sim algumas produções muito interessantes, além de atores e atrizes negras fazendo um ótimo trabalho e que poderiam muito bem merecer uma chance.

Hoje, a Academia estuda até aumentar o número de indicados nas categorias de atuação com o intuito de promover a diversidade no Oscar. Mas a discussão está colocada e é preciso debatê-la. Por isso, fizemos uma lista de prováveis nomes que poderiam ser indicados

Confira:

Michael B. Jordan, por Creed

Desde Friday Night Lights, quando realmente apareceu para o público, o ator Michael B. Jordan vem se destacando nos papéis que pega. Foi assim com o tocante Fruitvale Station e não foi diferente em Creed, longa-metragem que ele atua ao lado de Sylvester Stallone e que faz um ótimo trabalho em manter, não só a lenda de Rocky Balboa ainda viva nas memórias dos fãs, mas também agora a de Apollo Creed.

Poderia ser indicado na categoria de Melhor Ator.

Jason Mitchell no papel do rapper Eazy-E no filme "Straight Outta Compton". (Foto: DIvulgação)
Jason Mitchell no papel do rapper Eazy-E no filme “Straight Outta Compton”. (Foto: DIvulgação)

Jason Mitchell, por Straight Outta Compton

Straight Outta Compton é um filme bastante importante e necessário, principalmente com tantos casos de negros sendo mortos e que sofrem violência cometida por policiais em algumas cidades americanas. E ninguém é condenado nos julgamentos. A história aqui trata disso e da criação do grupo de rap N.W.A, formado por Dr. Dre, Ice Cube e Eazy-E, que é interpretado por Jason Mitchell.

O ator faz um trabalho consistente e capaz de emocionar a audiência nas passagens mais marcantes da sua vida. É um trabalho realmente marcante de composição de personagem, que poderia colocá-lo na categoria de Melhor Ator.

Idris Elba quase morreu filmando "Beasts of No Nation". (Foto: Divulgação)
Idris Elba quase morreu filmando “Beasts of No Nation”. (Foto: Divulgação)

Idris Elba, Beasts of No Nation

Apesar do problema que a Academia tem com o fato de Beasts of No Nation não ter sido lançado nos cinemas, mas sim por um serviço de streaming, é estúpido esnobar esse filme por causa de uma regra tão boba em tempos tão modernos. Pra começar, é preciso mudar essa norma.

O trabalho de Idris Elba nesse filme é incrível. Beasts of No Nation não é só um dos melhores filmes de 2015 (fácil), como a atuação de Idris Elba é inesquecível. Poderia ser indicado a Melhor Ator Coadjuvante

Samuel L. Jackson estão tão bom em "Os Oito Odiados" quanto ele esteve em "Django Livre". (Foto: Divulgação)
Samuel L. Jackson estão tão bom em “Os Oito Odiados” quanto ele esteve em “Django Livre”. (Foto: Divulgação)

Samuel L. Jackson, por Os Oito Odiados

Ah, Samuel L. Jackson! Que atuação a deste fenomenal ator em Os Oito Odiados. A maneira como ele conta a história e faz soar verdadeira, como ele consegue mostrar um total controle do que está fazendo em cena e como ele atua com naturalidade em cada personagem.

Se ele já havia sido brilhante em Django Livre, aqui mais uma vez ele comprova o seu talento como ator. Poderia também ser indicado a Melhor Ator Coadjuvante.

Mya Taylor é o grande destaque em "Tangerine". (Foto: Divulgação)
Mya Taylor é o grande destaque em “Tangerine”. (Foto: Divulgação)

Mya Taylor, por Tangerine

Ainda vamos ouvir falando muito de Mya Taylor, pode ter certeza. Ela é a protagonista da comédia trangênero Tangerine, dirigida por Sean Baker usando somente um iPhone e que se passa em Los Angeles.

O filme, que conta a história de transexuais profissionais do sexo, foi aclamado no Festival de Sundance, assim como a atuação de Mya Taylor, que nunca havia atuado antes profissionalmente.

Poderia ser indicada na categoria de Melhor Atriz

A atriz Tevonah Parris no filme dirigido por Spike Lee, "Chi-Raq". (Foto: Divulgação)
A atriz Tevonah Parris no filme dirigido por Spike Lee, “Chi-Raq”. (Foto: Divulgação)

Teyonah Parris, por Chi-Raq

O diretor Spike Lee, responsável pelo filme Chi-Raq, foi um dos primeiros a se manifestar contra o Oscar e a dizer que iria boicotar a premiação. Seu mais recente trabalho, Chi-Raq (o título é uma combinação entre Chicago e Iraque) foi adquirido também por um serviço de streaming, mas foi lançado nos cinemas a tempo de entrar na corrida para o Oscar.

Chi-Raq segue uma mulher, interpretada por Teyonah Parris, que entra em greve sexual em protesto contra a violência armada em Chicago no intuito de fazer os homens largarem as armas e acabar com as disputas por territórios com as gangues rivais.

O filme causou controvérsia por causa do título – o prefeito de Chicago chegou a dizer que “não estava feliz” com a comparação.

Teyonah Harris poderia ser indicada a Melhor Atriz

O ator Will Smith em seu novo filme, "Concussion". (Foto: Divulgação)
O ator Will Smith em seu novo filme, “Concussion”. (Foto: Divulgação)

Will Smith, por Concussion

Em uma entrevista recente à Variety, Will Smith disse que “Concussion mudou a minha vida”. O filme fala sobre as graves contusões no futebol americano, principalmente em se tratando de pancadas na região da cabeça, que acarretam em concussões, jogadores voltam a jogar, levam mais pancadas e isso se repete ao longo da carreira até que os danos cerebrais mais sérios começam a aparecer depois que param de jogar.

O fato curioso nessa história é que um dos filhos de Will Smith é jogador de futebol americano, mesmo ainda no colegial. Então dá para imaginar o porquê do filme ter mudado a sua vida.

E ele poderia ganhar mais uma indicação como Melhor Ator por essa sua atuação, que seria a terceira da sua carreira.

Tessa Thompson em "Creed". (Foto: Divulgação)
Tessa Thompson em “Creed”. (Foto: Divulgação)

Tessa Tompson, por Creed

A personagem de Tessa Tompson tinha tudo para cair na mesmice de estar em um filme apenas para ser o par romântico do personagem principal. Bom, isso provavelmente aconteceria se o roteiro caísse nas mãos erradas.

Sua personagem, Bianca, não está em nada ali para servir apenas de escada para alguém. Muito pelo contrário: ela tem os seus próprios sonhos, problemas e sabe se virar sem precisar da ajuda de ninguém. E Tessa Thompson faz um ótimo trabalho ao deixar isso bem claro sobre a sua personagem.

Poderia estar entre as indicadas na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.

Ryan Coogler dirige Michael B. Jordan em cena de "Creed". (Foto: Divulgação)
Ryan Coogler dirige Michael B. Jordan em cena de “Creed”. (Foto: Divulgação)

Ryan Coogler, por Creed (Menção honrosa)

Até o momento, só falamos de atores e atrizes. Mas não poderia deixar passar despercebido o trabalho de Ryan Coogler como diretor de Creed. Com apenas 29 anos, ele já foi escolhido pela Marvel para ser o diretor do filme sobre o Pantera Negra, e faz um trabalho marcante nesse filme.

Coogler nos coloca basicamente dentro do ringue (é bom observar a maneira como ele filma os movimentos da luta e em como a sua câmera cai no chão ao mesmo tempo que o lutador). Um trabalho interessante de um diretor que já havia chamado atenção quando dirigiu Fruitvale Station.

Poderia ser um dos indicados a Melhor Diretor.

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