Bill Murray mostra simpatia, mas especial de Natal esbarra em falta de inspiração

Bill Murray é um dos atores mais carismáticos e queridos tanto por Hollywood quanto pelo público – e também pela crítica. Tornou-se conhecido nos Estados Unidos por integrar o elenco de Saturday Night Live, mas foi em filmes como Os Caça-Fantasmas, Clube dos Pilantras, Três é Demais, Os Fantasmas Contra-Ataca, Feitiço do Tempo, entre tantos outros, que a sua carreira como ator e comediante ficou ainda mais em evidência. Foi nisso que o Netflix se agarrou quando pensou em fazer o seu próprio especial de Natal.

A Very Murray Christmas, dirigido por Sofia Coppola (que já havia trabalhado com o ator em Encontros e Desencontros), tenta dar vida a um programa de músicas natalinas exibido ao vivo, enquanto Bill Murray interpreta ele mesmo e está receoso de nenhum convidado aparecer no Hotel Carlyle, por conta da forte nevasca que atinge Nova York. Murray contracena com suas produtoras Amy Poehler e Julie White e até se esbarra com Chris Rock na rua, escalado imediatamente para participar do musical e dar apoio moral ao astro.

Murray canta, vira conselheiro amoroso, bebe, se lamenta. Os cenários vão mudando e emenda versões de Christmas Blues, Do You Hear What I Hear, entre outras canções, até que Miley Cyrus finalmente chegue a tempo de participar do especial, e também George Clooney, para cantar Silent Night, música clássica dessa época natalina. Porém, a presença de tantos rostos conhecidos não foi suficiente para que o especial de Natal do Netflix não esbarrasse na falta de inspiração que frustra, justamente porque há demasiada expectativa em torno dele.

Especiais de Natal como esse são realizados em todo o mundo, sempre com algum investimento. Na Inglaterra, por exemplo, é normal algumas séries serem escaladas especialmente para episódios de Natal. É o caso de Downton Abbey, Doctor Who e agora Sherlock, que terá o seu retorno no ano que vem com um episódio natalino. Aqui no Brasil esses programas ficam à cargo de minisséries e especial de Roberto Carlos, na Globo. É uma forma também de atrair público.

Assim, torna-se interessante analisar também que esse especial de Natal do Netflix marca um novo passo dado pelo serviço de streaming, que pouco a pouco vai se transformando verdadeiramente em uma televisão, mas tendo uma liberdade de criação que é limitada na TV. Se antes estávamos acostumados a assistí-los na televisão convencional, é bom nos acostumarmos a vê-los também em serviços como os do Netflix, pois esse é um formato que deverá continuar.

Escrito por Sofia Coppola, Bill Murray e Mitch Glazer, A Very Murray Christmas é, portanto, uma clara sátira a todos esses episódios natalinos que invadem as TVs nessa época do ano. E é também um especial preparado para homenagear Bill Murray e colocá-lo ainda mais perto de um público que simplesmente o idolatra e o adora. Mas só isso não é o suficiente.

Assista o trailer:

Crédito da Imagem: Netflix/Divulgação

Vinícius Silva
Sou formado em Jornalismo e mestre em Gerenciamento de Negócios Internacionais. O vício em Filmes, Séries e nas Artes em geral me levaram à escrita.

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