Cinema,  Literatura

Chuck Palahniuk leva universo de ‘Clube da Luta’ para os quadrinhos

Lançado em 1999, o filme Clube da Luta se transformou instantaneamente em um clássico cult. Desde então, pouco se consegue falar sobre o filme porque a experiência de assistí-lo é melhor do que apenas contar a história para alguém do lado. A melhor forma de conhecer Clube da Luta é assistí-lo. Agora, o anarquismo e cinismo de Tyler Durden estão de volta com o recente lançamento de Clube da Luta 2 (LeyaBrasil, 280 págs, R$ 44,90), do autor Chuck Palahniuk, que levou o universo do seu livro e do longa-metragem dirigido por David Fincher para os quadrinhos.

Sendo lançada em volume único no Brasil ao contrário das dez edições que foram publicadas nos EUA entre maio de 2015 e março deste ano, o texto é do próprio Palahniuk e as ilustrações ficaram sob a responsabilidade de Cameron Stewart (que tem uma carreira de longa contribuição às HQs dos heróis da DC Comics). E não se trata de uma versão em HQ do romance que deu origem ao clássico filme de 1999, mas sim de uma continuação.

Isso porque a história passa 10 anos depois da trama original. Sebastian (o protagonista que ganhou um nome nessa versão) mantém um casamento disfuncional com Marla, com quem tem um filho de 9 anos. Vivendo uma rotina quadrada, cansativa e chata, o seu alter-ego subconsciente conhecido como Tyler Durden assume o controle e conduz a narrativa da história. Novamente, Durden é quem desafia todas as convenções sociais ao arrastar Sebastian para uma vida onde o caos é totalmente bem-vindo.

No meio dessa vida agora caótica ainda tem Marla que, cansada da vida suburbana, desencadeia uma nova crise no marido ao trocar sua medicação tarja-preta por placebo com o intuito de manter Tyler Durden no comando e traí-lo com seu alter-ego. E Sebastian irá perceber ao longo do seu arco dramático que outras traições ainda serão experimentadas por ele.

Recepção fria

Nos Estados Unidos a HQ sofreu uma recepção fria e algumas críticas. A primeira delas foi devido ao formato de publicação em dez volumes, comprometendo algumas quebras na narrativa (principalmente quando os leitores esperam uma resolução para Sebastian e Marla, que nunca ocorre), “mas a transição para o final é o grande trunfo de Palahniuk e que faz todo sentido para a história contada”.

O traço cartunesco de Cameron Stewart também sofreu algumas críticas de quem considerou inapropriado para a atmosfera da história.

No entanto, alguns críticos nomearam esta HQ como um dos melhores trabalhos de Chuck Palahniuk em anos. O crítico do site Paste Magazine, Barry Thompson, escreveu que em muitos momentos falta coerência na história mas que, mesmo assim, “o autor quebra as convenções da narrativa quando, por exemplo, um dos personagens se depara com um problema e pede conselhos ao autor, o próprio Palahniuk”.

O Rio de Janeiro aparece até em chamas em uma das ilustrações. | Foto: Reprodução
O Rio de Janeiro aparece até em chamas em uma das ilustrações. | Foto: Reprodução

Apesar das críticas, Chuck Palahniuk conquistou parte dos críticos pela ousadia e criatividade ao contar a história e já anunciou o lançamento de Clube da Luta 3, também em quadrinhos, mas ainda sem previsão de data.

Crédito da Imagem: Divulgação

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