Cinema

Confira quais foram os melhores discursos da cerimônia do Oscar

Toda cerimônia do Oscar, além dos vencedores, também ficamos ansiosos para saber o que eles irão dizer em seus discursos. Claro, os agradecimentos são cansativos e, na edição deste ano a Academia até tentou limitá-los com o Special Thanks que aparecia na parte inferior da tela. Em alguns momentos, ajudou. Em outros, foi apenas o mais do mesmo.

Mas não importa. Tivemos discursos bonitos e emocionantes, políticos e necessários. Veja quais os que a gente mais gostou:

Leonardo DiCaprio – Melhor Ator (O Regresso)

Após cinco indicações, o ator Leonardo DiCaprio saiu com o seu primeiro Oscar. Fez um discurso de agradecimento à equipe de O Regresso, mas lembrou dos ensinamentos do diretor Martin Scorsese, com quem trabalhou em cinco filmes. A parte mais importante do seu discurso foi quando DiCaprio falou sobre a questão do clima, o aquecimento global e o que vem acontecendo no planeta. Uma causa que ele não só acredita como também é ativista.

Pete Docter e Jonas Rivera – Melhor Animação (Divertida Mente)

A vitória de Divertida Mente era certa, não teria espaços para surpresas nessa categoria. Pete Docter e Jonas Rivera, responsáveis pelo filme, disseram que se basearam claro em seus filhos para escrever a história de Divertida Mente. “Para as crianças lá fora, que estão sofrendo. Vão ter dias que vocês sentirão raiva, outros vocês estarão assustadas ou tristes. Mas vocês podem fazer coisas. Filmar. Desenhar. Escrever. Isso fará uma grande diferença no mundo”, disse Docter.

Brie Larson – Melhor Atriz (O Quarto de Jack)

O importante dos discursos do Oscar não é ir lá na frente e ficar agradecendo pessoas que sequer conhecemos. É interessante que se chame atenção para questões que nos captem. E Brie Larson fez isso ao agradecer os festivais e os cinemas que exibiram O Quarto de Jack, agradecendo também todos que foram ver o filme. Além disso, ela também agradeceu o seu parceiro Jacob Tremblay. E é impressionante mesmo como os dois se completaram em cena. Brie Larson está ótima, mas não teria vencido esse prêmio sem Jacob.

Alicia Vikander – Melhor Atriz Coadjuvante (A Garota Dinamarquesa)

O discurso da Alicia Vikander valeu muito por sua empolgação em ter recebido o prêmio. As palavras para o seu companheiro de cena, Eddie Redmayne, e também para os seus pais, mostraram muito sobre o que ela estava sentindo. Foi um momento bacana de felicidade, que é também sobre o que significa o Oscar.

Sharmeen Obaid-Chinoy fez um forte discurso após vencer Melhor Curta Documentário | Foto: Reprodução
Sharmeen Obaid-Chinoy fez um forte discurso após vencer Melhor Curta Documentário | Foto: Reprodução

Sharmeen Obaid-Chinoy – Melhor Curta de Documentário

Sharmeen Obaid-Chinoy ganhou a sua segunda estatueta. E nessa vitória, especificamente, chamou a atenção em seu discurso para a situação das mulheres no Paquistão. Mesmo com a Academia tocando a música para que ela saísse rapidamente do palco, a diretora terminou o seu discurso. E foi importante que ela tenha conseguido terminá-lo, pois ela falava sobre a matança de mulheres no Paquistão e finalizou o discurso falando sobre o poder de influência dos filmes e do que mulheres determinadas e unidas são capazes de fazer. Belo discurso.

Alejandro González Iñárritu – Melhor Diretor (O Regresso)

Tentaram também tirar o diretor mexicano Iñárritu do palco, mas ainda bem que não conseguiram e ele não se sentiu intimidado pela “Cavalgada”. Iñárritu falou sobre preconceito e diversidade citando uma passagem do roteiro de O Regresso, que diz “eles não te escutam, eles apenas vêem a cor da sua pele”. O diretor ainda concluiu dizendo que era hora de “certificar de uma vez por todas que a cor da pele se transforme tão irrelevante quanto o comprimento do nosso cabelo”.

Adam McKay e Charles Randolph – Melhor Roteiro Adaptado (A Grande Aposta)

Qualquer vitória de A Grande Aposta chamaria atenção novamente para a crise econômica de 2008. Mas Adam McKay e Charles Randolph não fizeram apenas isso, como ampliararam o debate para as eleições políticas nos Estados Unidos, pedindo claramente para que o público esqueça os candidatos que financiam as campanhas usando dinheiro dos grandes públicos ou “apenas bilionários estranhos”, em uma clara referência a Donald Trump. No final, acho que eles apoiam mesmo é Bernie Sanders.

Tom McCarthy e Josh Singer – Melhor Roteiro Original (Spotlight – Segredos Revelados)

Spotlight – Segredos Revelados é um filme forte e necessário, que expõe a questão de abuso cometido por padres na Igreja Católica. Os roteiristas Tom McCarthy e Josh Singer agradeceram aos sobreviventes desses absusos e a todos os jornalistas. “Nós precisamos ter certeza de que isso jamais aconteça novamente”, concluiu.

Ennio Morricone – Melhor Trilha Sonora Original (Os Oito Odiados)

Como bem disse Quentin Tarantino no discurso do Globo de Ouro, quando Ennio Morricone também venceu o prêmio, o maestro nunca tinha vencido nos Estados Unidos. E, aos 87 anos, ele se tornou a pessoa mais velha a ganhar um prêmio. Mais do que merecido. E é bom ainda vê-lo compondo. Foi emocionante todos de pé aplaudindo, ao mesmo tempo que ele com toda a sua sensibilidade e generosidade, fez também um tributo à John Williams. Foi um dos momentos mais bonitos de toda a premiação.

Mark Mangini e David White venceram em Melhor Edição de Som | Foto: Reprodução
Mark Mangini e David White venceram em Melhor Edição de Som | Foto: Reprodução

Mark A. Mangini e Daniel White – Melhor Edição de Som (Mad Max: Estrada da Fúria)

Gostamos de Mark A. Mangini e foi muito bonito vê-lo vencendo o prêmio da Academia após três indicações. Ele e David White foram os responsáveis pela Edição de Som de Mad Max: Fury Road. Mangini esteve a frente também de Duro de Matar (1995), O Quinto Elemento (1997), Che (2008), entre tantos outros. E o discurso dele foi muito legal ao dizer, principalmente, que “os artistas de som são contadores de histórias”. E é verdade, Mr. Mangini. É muito verdade.

Crédito da Imagem: Reprodução

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