John Wick me devolveu o interesse por filmes de ação

Não me recordo qual foi a última vez que fui ao cinema assistir um filme de ação. E não coloco dentro do gênero produções como Missão: Impossível ou a franquia 007, pois os considero como espionagem e não ação (talvez uma mistura entre os dois). Na categoria Ação, eu encaixo produções como a franquia Rambo, o ótimo Massacre no Bairro Japonês, filmes com Chuck Norris como Comando Delta, Braddock, os filmes de Bruce Lee, Charles Bronson, Van Damme (perdi a conta de quantas vezes assisti Risco Máximo ou O Grande Dragão Branco).

A verdade é que comecei a minha cinefilia ao frequentar videolocadoras no interior da Bahia assistindo filmes de ação com a minha mãe (e eu costumava locar muitos deles no final de semana e costumava pedir indicações ao responsável pela videolocadora sobre o que tinha de novo). Não sei por qual motivo, talvez por ter ficado mais exigente, passei a gostar de um outro gênero. Isso coincidiu com o fato de pouco a pouco eu perder o interesse pelos filmes de ação que eram lançados, sempre tão previsíveis e feitos de qualquer jeito.

E aqui cito aquelas produções protagonizadas pelo Jason Statham, que ganhou notoriedade em dado momento com o primeiro Carga Explosiva, mas em seguida participou de filmes que eram apenas caça-níqueis e nada tinham a acrescentar.

Também vale dizer que o gênero ação nunca foi levado muito a sério. E acho que não deve ser mesmo. Quando bem-feito, como é o caso de John Wick, é aquele filme que se assistido em uma sala de cinema te transporta para um outro universo e faz esquecer por algumas horas os problemas em razão do entretenimento e diversão que provocam.

Assim, só assisti mesmo John Wick bem depois do lançamento, quando os críticos e o público já tinham cansado de falar bem do filme e eu desconfiava. Mas dei uma chance e o primeiro filme me fez relembrar dessas produções explosivas de ação que eu assistia quando criança/adolescente (eu me pegava até imitando os heróis em casa e as sequências de ação que faziam).

Agora quando assisti John Wick 3: Parabellum no cinema pela primeira vez vi que a franquia (já podemos considerar uma, certo?) celebra esse gênero inteiramente, através de longas sequências de ação, uma trama sem complicações, criatividade nas coreografias – as quais são o que todo mundo vai querer comentar, discutir e lembrar ao sair da sessão – e deixando o carisma de Keanu Reeves prevalecer e atrair o seu público. Ao mesmo tempo. John Wick não tem medo de correr riscos. Expandir a trama a cada filme tem se mostrado desafiador. O roteiro, apesar de ter seus problemas ao reunir quatro pessoas escrevendo, está acertando na medida do possível. Isso ajuda a aguçar a curiosidade de quem assiste.

Já com um spin-off anunciado chamado Ballerina (cuja ideia foi introduzida nesse terceiro filme), o universo cinematográfico de John Wick vai ganhando novas formas e camadas. E isso não deixa de ser surpreendente para um filme de ação. Particularmente, estou curioso em saber até onde essa franquia vai chegar.

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