Cinema

Nostalgia e emoção marcam o retorno de Star Wars em “O Despertar da Força”

Star Wars é uma dessas poucas franquias que conseguiram sobreviver ao tempo, movendo fãs ao redor do mundo ao passo que novos descobridores continuavam a chegar. E agora chegarão com ainda mais força, pois a estreia do Episódio VII: O Despertar da Força, fará com que muita gente que não tenha visto qualquer um dos filmes, ou nunca se interessado, possa ser levado por essa onda aos cinemas para acompanhar. E não irão se arrepender.

Assim como os fãs também não têm o que reclamar desse novo capítulo, dirigido por J.J. Abrams (Lost, Star TrekSuper 8), que nunca escondeu ser um fanático pela história originalmente escrita pro George Lucas, quando estreou em 1977 o Episódio IV: A Nova Esperança. A experiência por ter feito Lost e, principalmente, Star Trek (o qual o diretor também foi o responsável por retomar a franquia), credenciaram J.J Abrams e lhe deram experiência suficiente para fazer Star Wars, um filme que é recheado de nostalgia e muita emoção.

Não há como segurar a emoção ao ver aqueles créditos iniciais com a trilha de fundo composta por John Williams, ou ver Han Solo e Chewie juntos novamente e tantos outros momentos com os personagens clássicos que acabam nos remetendo aos filmes anteriores. Porêm, J.J. Abrams trouxe novas tramas, novos personagens e conseguiu expandir o universo da franquia de uma forma que nada parece soar forçado. Muito pelo contrário: o roteiro escrito por ele próprio em parceria com Lawrence Kasdan e Michael Arndt, fez com que a história fluísse com naturalidade, envolvendo todos os personagens (protagonistas e o elenco de apoio) e deixando as suas histórias se interligarem.

A história se passa 30 anos após a derrota do Império. No final do Episódio VI: O Retorno de Jedi, vemos todo mundo comemorando a vitória e acreditando que a chamada Velha República poderia mais uma vez restaurar a ordem na galáxia. Uma série de fatores contribui para o avanço da Primeira Ordem, que é agora quem controla e mata qualquer um que se opõe a ela. E um deles é o desaparecimento de Luke Skywalker. Enquanto tentam encontrá-lo, o avanço da Primeira Ordem se tornou uma ameaça ainda maior à Resistência. A criação de uma nova arma, chamada StarKiller, é muito mais forte que a antecessora Estrela da Morte, sendo capaz de destruir planetas e com um alcance muito maior do seu poderio.

E é aí que conhecemos os novos personagens, como Rey (Daisy Ridley), o vilão Kylo Ren (Adam Driver) e Finn (John Boyega). Esse é o trio principal de O Despertar da Força. Basicamente todos eles são novatos, com exceção de Adam Driver. E demonstram estarem completamente à vontade em seus respectivos papéis, o que faz parecer até que eles não se sentiram intimidados de estarem participando de Star Wars ou mesmo com a repercussão que o filme teria – o longa já bateu recorde de US$ 500 milhões em apenas três dias de exibição.

É óbvio que sentiram, só não deixaram isso atrapalhar suas atuações. John Boyega, por exemplo, atua com intensidade e muita força, uma característica que vemos desenvolvida na personalidade do seu personagem, contrariado com a situação que se encontrava e sem querer fazer parte dela. Daisy Ridley assume a responsabilidade de ter se tornado o personagem mais importante desse novo episódio, enquanto que Adam Driver está impecável como Kylo Ren, uma personificação carregada pelo ódio que o Lado Negro lhe consumiu e também pelo medo de não se ver no futuro tão forte quanto Darth Vader foi um dia.

Com esses novos personagens e a nova história na qual eles fazem parte, J.J. Abrams faz uma boa transição entre os acontecimentos de O Retorno de Jedi para O Despertar da Força. Além disso, se mostra completamente seguro na direção e sabe perfeitamente o que deve ser feito: as sequências de ação não se mostram complicadas ou perdidas e, assim como o próprio roteiro, também fluem com naturalidade e com tudo sendo mostrado às claras, com bastante segurança – a sequência do combate é um dos momentos mais apreensivos do filme.

De qualquer maneira, Star Wars tem sim alguns problemas, que não comprometem a história. O personagem de Oscar Isaac, por exemplo, é um desperdício nesse episódio sete. Ele pode até ter maior importância nos que serão lançados posteriormente, mas a sua presença aqui não foi bem aproveitada. Não sabemos como aparentemente ele se livrou do que acontece em Jakku e, quando o vemos novamente, ele já está lutando ao lado da Resistência. Ainda há o que explicar também sobre Maz Kanata (Lupita Nyong’o) e, principalmente, sobre a Captain Phasma (Gwendoline Christie, de Game of Thrones), que aparece apenas em duas ou três cenas e poderia ter sido melhor usada durante a sequência final.

Fora isso, Star Wars se revela com um misto de emoção e nostalgia o tempo inteiro, durante as pouco mais de duas horas de duração. Demoramos até um longo tempo para ouvirmos “Que a Força esteja com você”. E quando ouvimos, não só já estávamos completamente mergulhados na história, como agora nos enxergamos torcendo para que todas as coisas dêem certo e que essa história possa continuar de maneira ainda melhor nos próximos episódios que virão.

Crédito da Imagem: Divulgação

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