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Nova série de Judd Apatow, Love explora as frustrações dos relacionamentos

Desde que séries como Girls, You’re The Worst e Master of None ganharam notoriedade e conquistaram um público grande e fiel, temos visto algumas séries tanto com temas parecidos quanto com personagens (protagonistas) também similares. A série criada por Lena Dunham, também produzida por Judd Apatow assim como Love, foi eficiente em conseguir falar sobre as frustrações dos relacionamentos sem transformar as tramas em uma grande “dramédia” – apesar de às vezes soar mais como um drama do que exatamente como uma comédia. Mas faz parte.

Love, a nova série criada por Judd Apatow e com todos os episódios já disponíveis na Netflix, chega com o mesmo intuito. E, assim como Girls, fala sobre o que de mais frustrante acontece no núcleo dos relacionamentos sem qualquer tipo de glamour ou algo parecido. Mickey (Gillian Jacobs) e Gus (Paul Rust) estão perto dos 30 anos, vivem em Los Angeles, tiveram uma desilusão amorosa recente e estão enfrentando esse momento difícil, que não está presente somente no amor mas também em outras camadas das vidas deles.

No primeiro episódio, que dura em torno de 40 minutos (os outros capítulos são de meia-hora), Love cava fundo para mostrar o quanto eles estão miseravelmente sofrendo. Mickey apela para os remédios e até participa de um culto para “atrair” amor, enquanto que Gus resolve participar de uma festa de adolescentes porque ele decidiu que precisa aproveitar melhor a vida, pois desde sempre ele se comportou como um “adulto”. Em outras palavras, Gus não era um cara popular e acha que agora, aos 30 anos e depois de um término de namoro, deverá arranjar tempo para ser o adolescente que ele nunca fui.

E a série perde um bom tempo desenvolvendo essas histórias, sem muita necessidade de fazer isso. Algumas passagens poderiam ser facilmente cortadas para pular logo para a trama principal do episódio, mostrando o encontro entre os dois protagonistas. Love corrige alguns desses problemas quando se concentra mais em seus protagonistas. Não é preciso um episódio inteiro para nos mostrar o que conseguimos conhecer sobre os dois protagonistas em apenas algumas sequências. Gillian Jacobs e Paul Rust demonstram capacidade de soarem engraçados mesmo quando colocados em situações confusas e estranhas.

Love soa também como se quisesse ser séria. E isso ocorre com frequência nos filmes de Judd Apatow, uma tentativa de a história ser mais pretensiosa do que necessariamente é. Por outro lado, Love compensa isso quando resolver deixar de lado a seriedade para dar mais espaço à comédia propriamente dita, se segurando na cômica vida dos seus personagens e a situação que eles estão passando.

A temporada de Love deve melhorar a partir do momento em que começar a ter mais interação entre Mickey e Gus. Mesmo assim, Love aguça a nossa curiosidade para saber onde esses personagens irão chegar, o que a jornada reserva para eles. Quem sabe assim, teremos mais sequências hilárias e engraçadas do que simplesmente lamentações o tempo inteiro.

Assista o trailer:

Crédito da Imagem: Divulgação/Netflix

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