Cinema

Oscar 2019: 16 filmes para assistir

Já é Outubro e mais uma temporada de premiações está batendo na porta. Alguns filmes já começam a estrear no Brasil nesta semana, como é o caso de Nasce uma Estrela, que traz Lady Gaga e Bradley Cooper (fazendo sua estreia como diretor) vivendo um romance ao mesmo tempo que tentam lidar e equilibrar o sucesso. Este é só um dos muitos filmes que marcarão presença até a divulgação dos Indicados ao Oscar 2019 (9 de fevereiro). Neste ano, a premiação acontece no dia 24 de fevereiro. E esta lista é apenas uma prévia do que você deverá ficar de olho para assistir e se preparar para o prêmio da Academia. Confira:



A Star is Born

Com estreia nesta quinta-feira (11), Nasce uma Estrela é o primeiro filme a chegar no Brasil já com o selo de concorrente ao Oscar 2019. Remake do filme original de mesmo título lançado em 1937, durante a época de Ouro dos musicais hollywoodianos, Nasce uma Estrela é o primeiro longa dirigido por Bradley Cooper. Ele interpreta o músico Jackson Maine que, afundado no vício em álcool, ajuda a jovem cantora Ally (Lady Gaga, em performance bastante elogiada) a encontrar sua voz e a fama.

Essa é a quarta vez que a história de Nasce uma Estrela é levada aos cinemas. A primeira foi em 1937, como eu disse antes, estrelada por Janet Gaylor (protagonista da obra-prima Aurora e vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 1928). Em 1954 foi a atriz Judy Garland quem viveu a protagonista da trama. Já na versão de 1977, uma das mais conhecidas, a dupla foi formada por Kris Kristofferson e Barbra Streisand.

A mudança principal deste remake para o original é que, no filme da década de 30 a dupla de protagonistas foi formada por atores e o objetivo era fazer críticas à fama sob a perspectiva deles. Depois o foco mudou, sendo voltado mais para a música e os desafios que chegam com o estrelato. Nasce uma Estrela vai ser indicado em várias categorias, sendo uma já como o grande favorita: Melhor Canção Original, com a música “Shallow”.

O Primeiro Homem

Damien Chazelle e Ryan Gosling estão de volta à temporada de premiações com o filme O Primeiro Homem, cinebiografia do astronauta Neil Armstrong (Gosling) que causou controvérsia em exibições nos festivais de Toronto e Veneza. Não pretendo entrar em detalhes sobre isso porque ainda não vi o filme, mas essa é uma das produções que mais aguardo para assistir no ano. Me tornei um grande fã do trabalho de Chazelle desde Whiplash. E essa admiração se intensificou, logicamente, com La La Land.

O Primeiro Homem acompanha o treinamento de Armstrong e sua preparação para a histórica missão que levou o Homem à Lua. É um filme que, pelo o que eu li na cobertura jornalística dos festivais recentes, em nada tem a ver com Apollo 13 (1995) o qual, aqui entre nós, foi um completo desastre prolongado por mais de duas horas sem nunca alcançar absolutamente nada de substancial. Confio nas habilidades e escolhas de Chazelle e Gosling em contar uma história. E além deles ainda tem a Claire Foy no elenco.

O filme está previsto para estrear nos cinemas brasileiros no dia 18 de Outubro.

Cold War

Ainda que o filme mexicano Roma, do diretor Afonso Cuáron, tenha entrado na briga pelo Oscar de Filme Estrangeiro como favorito, é bom também ficarmos de olho em Cold War, dirigido por Pawel Pawlikowski (já vencedor do Oscar pelo lindo filme Ida, lançado em 2013). O diretor polonês ganhou neste ano a Palma de Ouro no Festival de Cannes contando a história, inspirada pelo romance dos seus pais, de um casal que se conhece em meio ao que sobrou da Polônia no pós-guerra.

O serviço de streaming Amazon Prime adquiriu o filme recentemente e vai lançá-lo em alguns cinemas no dia 21 de dezembro nos EUA. Ainda não há qualquer informação sobre o lançamento em outros países, mas é muito provável que chegue por conta da corrida pelo Oscar, uma vez que Cold War é um forte concorrente também pela estatueta. Alguns analistas acreditam, inclusive, que o filme possa conquistar outras indicações como em Direção, Fotografia e Roteiro Original.

If Beale Street Could Talk

O diretor Barry Jenkins estará de volta à temporada de premiações após ganhar o Oscar de Melhor Filme por Moonlight há dois anos. Mais uma vez ele conecta a sua audiência à história da população negra americana, ao adaptar o romance do escritor James Baldwin. No centro da narrativa, os atores Kiki Layne e Stephan James vivem uma história de amor que muda drasticamente quando ela engravida e vê o namorado ser preso injustamente. Além dos dois, a premiada atriz Regina King também está no elenco.

Um fato curioso que me chamou atenção pesquisando sobre If Beale Street Could Talk foi saber como Barry Jenkins adquiriu os direitos de adaptação da história. Logo depois de ter estreado com Medicine for Melancholy, ele entrou em contato com a família de Baldwin e pediu autorização. O mais interessante é que, ao invés de escrever um ‘pitch’, ele enviou o roteiro já pronto com a sua visão para a história. E isso foi suficiente para a família aceitar, mesmo sem Barry Jenkins ser conhecido (como hoje) naquele momento.

Roma

Vencedor do Leão de Ouro em Veneza e elogiado até pelo diretor Barry Jenkins que chamou o filme de “absurdamente glorioso”, Roma chega na temporada de premiações como favorito não apenas na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, mas também em outras como Melhor Filme, Diretor, Fotografia, Atriz, Montagem e por aí vai. Roma é um forte concorrente para a próxima edição do Oscar e promete ser indicado em várias categorias.

Dirigido, escrito e fotografado por Alfonso Cuáron (Gravidade), Roma é o  primeiro lançamento de Cuáron desde Gravidade. Filmado em preto e branco e vendido para a Netflix, que está mudando a estratégia de exibição pois se viu obrigada a levar o filme para os cinemas além da sua plataforma de streaming, o centro da narrativa de Roma é a vida de uma trabalhadora doméstica (interpretada por Yalita Aparicio) e a classe média para a qual ela trabalha na cidade do México nos anos 70.

Com retratos inspirados na própria vida de Cuáron, Roma ainda não tem uma data de lançamento previsto. Mas será, sem dúvida alguma, uma das produções mais faladas na temporada de premiações que vem por aí.

The Mule

Clint Eastwood está de volta à temporada de premiações, como diretor e ator (ele não atua desde 2012 quando fez Curvas da Vida). Em The Mule, o qual ele conseguiu finalizar em pouquíssimo tempo para lança-lo justamente no período do Oscar, Clint Eastwood interpreta um traficante de drogas para um cartel mexicano.

The Mule é baseado na história real de Earl Stone (Eastwood), um veterano de guerra que acaba seduzido por essa organização criminosa. Sua história estampou a campa da publicação The New York Times Magazine (leia aqui) em 2014 e se tornou bastante popular na época. Suas ações atraem a atenção do agente da DEA Colin Bates (Bradley Cooper, que trabalhou com Eastwood em Sniper Americano).

The Mule também é a primeira vez em dez anos que Clint Eastwood dirigirá a si mesmo. A última vez foi com o ótimo Gran Torino (2008), do qual sou muito fã e digo que foi o último “muito bom” filme dirigido por ele. Os que vieram em seguida trouxeram um Eastwood meio que no piloto automático. Tomara que The Mule seja diferente.

Infiltrado na Klan

Você sabia que Spike Lee precisou de um leve empurrão do diretor Jordan Peele (Corra!) para dirigir Infiltrado na Klan? Não sei se fiquei surpreso ou se isso me deu ainda mais vontade de assistir ao filme, só sei que achei a história muito curiosa. E é verdade. Peele foi quem contou a Lee sobre essa história a qual ele nunca tinha ouvido falar antes. A surpresa imediatamente o levou a abraçar o projeto, premiado no Festival de Cannes neste ano com o Grande Prêmio do Júri (uma reparação histórica, convenhamos).

A narrativa é baseada na história real de Ron Stallworth (John David Washington), o primeiro policial negro a conseguir se infiltrar na Ku Klux Klan – juntamente com o seu parceiro Flip (Adam Driver) – para descobrir os planos como os de plantar bombas em bares gays e, com essa investigação, dar um fim às atividades do grupo (conheça um pouco mais dessa história lendo este artigo). Com o roteiro escrito pelo próprio Spike Lee, Infiltrado na Klan tem um humor diferenciado e é isso que cativou o público por onde foi exibido, por contar uma história absurda se não fosse realmente verdade.

A previsão de estreia aqui no Brasil é para o dia 22 de novembro.

Vice

Faz menos de uma semana que a Internet quebrou com a divulgação das primeiras imagens de Vice e a incrível transformação do ator Christian Bale para viver Dick Cheney (por que ainda nos impressionamos, não é?), o Vice-Presidente do governo Bush e responsável direto pela implantação da política de guerra ao terrorismo. Na segunda parceria com o diretor Adam McKay, que retorna aos holofotes após o sucesso de A Grande Aposta, Bale e Amy Adams também revivem a parceria interpretando Dick e Lynne Cheney

A narrativa acompanha a ascensão do político e um dos vice-presidentes mais influentes da história na política americana. E ainda que a transformação de Bale já seja um ponto de partida de interesse pelo filme, vale prestar atenção no elenco. Pois além dele e de Amy Adams, Vice ainda conta com Steve Carrell, Sam Rockwell, Bill Pullman, Alison Pill, Tyler Perry e Jesse Plemmons.

Se A Grande Aposta já apresentou uma mudança interessante na carreira de Adam McKay, responsável por longas predominantemente de Comédia, Vice deve continuar seguindo esse mesmo caminho – ainda que, a julgar pelo trailer e pelo trabalho anterior, McKay costure a sua narrativa de maneira que o humor não seja completamente perdido – uma tentativa de validar aquela expressão “rir para não chorar”. Vice deve chegar nos cinemas americanos no Natal, para aproveitar os feriados (possível que só estreie no Brasil entre janeiro e fevereiro).

Com tantas figurinhas carimbadas da temporada de premiações, é mais do que provável que Vice (e seu elenco) ganhe algumas indicações e faça bastante barulho.

Widows

Esse é aquele filme de máfia que eu adoraria ver Martin Scorsese fazendo. Entretanto, acredito que o filme caiu nas mãos (também) certas do diretor Steve McQueen, cuja sensibilidade pode fazer toda a diferença no tratamento dessa história. Bastante comentado durante o Festival de Toronto neste ano, McQueen se inspirou na série de TV britânica de 1983, criada por Lynda LaPlante, para escrever o roteiro de Widows em parceria com a escritora Gillian Flynn (Sharp Objects, A Garota Exemplar).

A história de Widows acompanha viúvas de gângsters que planejam um assalto arriscado e ousado. Mas Widows não fica apenas nessa temática e nesse gênero de “filme de assalto” (vi muitos assim quando já pensava em me tornar cinéfilo), pois envolve a narrativa em camadas de tensões raciais e de classe numa Chicago contemporânea.

Concorrente a ser indicado nas principais categorias do Oscar (Filme, Atriz, Montagem, Roteiro Adaptado) e participar dessa temporada de premiações, Widows é um filme que não podemos (de jeito nenhum) perder de vista neste ano – ainda que não tenha previsão de lançamento no Brasil. Mas isso não vai demorar para acontecer.

Green Book

Se Widows foi bastante comentado durante o Festival de Toronto (algo esperado), Green Book talvez tenha sido um dos mais aplaudidos. Inspirada em uma história verídica, a trama acompanha Tony (Viggo Mortensen), um ítalo-americano no Bronx que precisa de emprego após a sua boate Copacabana fechar as portas, ao receber uma proposta inusitada para servir de chofer a um talentoso pianista negro, Don Shirley(Mahershala Ali), durante sua excursão pelo sul profundo dos Estados Unidos até chegar para o grande concerto em Nova York.

Como a passagem envolvia transitar pelo sul dos EUA, eles confiam no livro verde para encontrar locais seguros (hoteis, bares, restaurantes) onde pudessem entrar. Eu sei: você deve logo ter se lembrado do filme Conduzindo Miss Daisy (1989), não é? Foi também a minha primeira referência, tendo apenas os papéis invertidos. Mas me parece que Green Book, a julgar pela forma como foi recebido pela crítica, é um filme mais corajoso do que aquele lançado em 1989.

O filme trata de questões atuais importantes, principalmente da divisão imposta figurativamente pela linha Mason-Dixon que separa o norte industrializado e a outra porção da sociedade ainda atrasada que, de certo modo, ainda molda e muito o racha que antes silenciosamente (mas agora escancarada) impera na sociedade. O livro verde ao qual o título do filme se refere de fato existiu, pois foi um guia que listava os estabelecimentos que aceitavam servir negros no sul, onde a segregação racial era institucionalizada.

The Old Man & The Gun

The Old Man & The Gun é o último filme do ator Robert Redford. Só isso já me fez ficar de olho na produção, ainda mais depois de todos os elogios que Redford recebeu por sua atuação e a chance clara de receber uma indicação ao Oscar. Seria histórico, a meu ver. E torço para que isso aconteça.

Com direção e roteiro de David Lowery (A Ghost Story, filme que eu detestei), The Old Man & The Gun conta a história real de Forrest Tucker, um famoso assaltante de bancos americano que fugiu da prisão aos 70 anos. No elenco ainda tem a Sissy Spacek, Danny Glover, Casey Affleck, uma participação do músico Tom Waits e a presença de Sam Elliot, outro ator que tem sido considerado para a categoria de Ator Coadjuvante. Tudo ainda é especulação, claro, mas estou ansioso por esse filme.

The Favourite

Presença nos últimos festivais e escolhido como filme de abertura do Festival de Nova York, The Favourite é dirigido pelo cineasta grego Yorgos Lanthimos (responsável pelos estranhos The Lobster e O Sacríficio do Cervo Sagrado). A narrativa conta a história de duas mulheres (Emma Stone e Rachel Weisz) que procuram cair nas graças da rainha Anna (Olivia Colman, que ocupará o lugar de Claire Foy na segunda fase de The Crown), a monarca britânica que ocupava o trono naquele início do século XVIII.

Ao mesmo tempo que The Favourite gera expectativa, também me deixa curioso. Não sei o que esperar de Lanthimos dirigindo um filme de época, por exemplo. Só sei que será algo bem diferente do que estamos acostumados a assistir, levando-se em conta a sua filmografia até aqui. Yorgos Lanthimos é um diretor que eu acompanho sem gostar dos seus filmes, pois não consigo ser capturado por sua estrutura e muito menos pela linguagem. Mas sempre acabo assistindo porque tenho curiosidade de saber o que ele está fazendo

Leave no Trace

O filme Leave no Trace é aquela produção do circuito independente que sempre chama atenção e acaba conseguindo uma vaga ali entre os indicados ao Oscar. Em 2019, Leave No Trace é a aposta da vez neste cenário depois de vencer o Festival de Sundance e de ter, inclusive, uma boa passagem pelo Festival de Cannes.

Dirigido por Debra Grenik, responsável por descobrir Jennifer Lawrence no ótimo Inverno da Alma (indicado ao Oscar), a cineasta demorou oito anos para lançar um novo filme. Em Leave no Trace, ela acompanha a história que se passa bem no interior dos Estados Unidos de um pai (Ben Foster) e sua filha adolescente (Thomasin McKenzie) que vivem em uma região vasta e florestal de Oregon. Até serem detidos por invasão de propriedade pelas autoridades policiais, sendo então colocados num programa de habitação popular onde não conseguem se adaptar.

The Front Runner

Jason Reitman é um ótimo diretor, que ficou um pouco fora dos holofotes (mas ainda produzindo bons materiais). Com uma certa especialidade em tratar de famílias disfuncionais como em Juno (2007), Amor Sem Escalas (2009), Tully (2018) e Homens Mulheres e Filhos (2014), em The Front Runner ele volta ao espectro da trama mais política que o aproxima de Obrigado por Fumar (2005), filme que o revelou para a indústria.

Protagonizado por Hugh Jackman, The Front Runner acompanha a trajetória de Gary Hart (Jackman), candidato democrata à presidência dos EUA em 1988 e cuja promissora campanha se transformou em poeira quando ele se envolveu em um grande escândalo sexual.

É uma trama de ascensão e queda muito batida no cinema. Porém, se bem tratada e sabendo mesclar os fatos históricos com os temas atuais (o movimento #MeToo está aí), pode funcionar muito bem. É isso que espero, além de boas atuações do elenco que é formado também por Vera Farmiga (Bates Motel), J.K Simmons (Whiplash), Alfred Molina (Feud) e Sara Paxton (Twin Peaks). A estreia de The Front Runner está prevista para o dia 17 de janeiro de 2019.

The Ballad of Buster Scruggs

Oscar e irmãos Coen é um negócio que combina, né?! Mesmo que nunca parece mesmo ser o objetivo deles agradarem a Academia (ou o público), afinal, eles já construíram uma identidade visual e narrativa que a sua plateia está acostumada e quer mesmo assistir, não importa se o filme entra naquele gênero de comédias para não serem levadas a sério, se é um musical ou algum faroeste. O importante mesmo é correr pro cinema e assistir.

E não será diferente com The Ballad of Buster Scruggs, primeira contribuição dos irmãos Coen para o serviço de streaming Netflix. Antes concebido como uma série antológica, os irmãos Coen remontaram e irão lança-lo como um filme. E The Ballad of Buster Scruggs carrega os elementos da filmografia deles: humor negro, um pouco de violência misturada com ironia e um grande elenco.

Vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza neste ano, The Ballad of Buster Scruggs será lançado nos cinemas pela Netflix para credenciá-lo ao Oscar no ano que vem. E com certeza o veremos indicado durante toda essa temporada de premiação. O filme estreia no dia 16 de novembro.

Beautiful Boy

Agora, se é pra comover, aí a gente precisa falar sobre Beautiful Boy. Se o ator Timothée Chalamet já chamou atenção no ano com o filme Me Chame Pelo Seu Nome, parece que ele elevou o próprio patamar em Beautiful Boy ao lado de Steve Carrell.

Também muito elogiado no Festival de Toronto, o filme marca a estreia do diretor belga Felix Van Groeningen no comando de longas metragens em língua inglesa. Beautiful Boy é inspirado em fatos reais narrados no livro “Beautiful Boy: A Father’s Journey Through His Son’s Addiction” e acompanha Nic (Chalamet), um jovem viciado em metanfetamina e que cada vez mais vai se distanciando da família. Ao mesmo tempo o seu pai, David (Steve Carrell) tenta recuperar o filho.

Beautiful Boy estreia nos cinemas americanos neste dia 12 de outubro. No Brasil, ainda não tem uma previsão de estreia.

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