Literatura

Papa Francisco lança seu primeiro livro, “O nome de Deus é misericórdia”

O Papa Francisco lançou nesta semana o seu primeiro livro. Intitulado O nome de Deus é misericórdia, a obra surgiu de uma entrevista que Francisco concedeu ao jornalista Andrea Tornielli e será publicado em mais de 86 países e em seis idiomas, inclusive o Português (Brasil).

O tema principal do livro, como sugere o seu título, é misericórdia, um assunto que o papa vem tratando com profundidade durante o seu papado – em 2015, Francisco deu início ao Ano da Misericórdia, quando anunciou um Jubileu extraordinário.

Capa escrita à mão pelo próprio papa Francisco. (Foto: Divulgação)
Capa escrita à mão pelo próprio papa Francisco. (Foto: Divulgação)

O livro é formatado através de uma grande entrevista – ao todo são 40 perguntas – em que o papa responde com passagens sobre a sua infância e adolescência, o que torna este primeiro livro também uma espécie de biografia.

“Isso não é literatura, não é estudo. É minha vida, é a história da minha vida”, disse Jorge Bergoglio durante o lançamento do livro no Vaticano. Uma das capas, inclusive, já aparece com o título em português, escrita pelo próprio papa Francisco à mão.

Questões como a dos imigrantes e dos mais pobres são abordadas em muitas perguntas no livro. Outros temas como homossexualidade e o divórcio também são abordados e Francisco pede para que eles sejam discutidos com tolerância e compaixão.

No livro, o papa Franciso ainda repete uma frase que vem sendo muita usada por ele durante as suas visitas e também nas entrevistas, “Quem sou eu para julgar?”, ao dizer que as pessoas “não devem ser definidas apenas por sua identidade sexual”.

Separamos aqui mais algumas frases marcantes do papa Francisco que, mesmo quem é não é católico, sempre que o papa fala alguma coisa qualquer pessoa para pra ouvir ou ler. Segue abaixo:

– Durante encontro com voluntários na Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro:

Peço que vocês sejam revolucionários, eu peço que vocês vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, crê que vocês não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. E tenham também a coragem de ser felizes!

– Discurso no Angelus, que comemora o batismo de Jesus Cristo:

As atitudes exteriores são a consequência daquilo que decidimos no coração, mas não o contrário. Com as atitudes exteriores, se o coração não muda, não somos verdadeiros cristãos.

– Discurso no estádio León Condou, no Paraguai, em visita à América do Sul:

Procurai dialogar, aproveitai para escutar a vida, as vicissitudes, as histórias dos vossos mais velhos, e dos vossos avós pois neles encontrareis sabedoria.

– Em carta escrita ao cardeal Mario Aurelio Poli, arcebispo de Buenos Aires, logo após Franciso ter completado 2 anos de papado:

“Os bons teólogos, como os bons pastores, cheiram o povo e a rua.”

– Discurso do Dia Internacional da Mulher, quando o papa defendeu a importância da participação feminina na sociedade.

Um mundo no qual as mulheres são marginalizadas é um mundo estéril.

– Discurso após o atentado terrorista contra a redação do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris. Francisco defendeu que nenhuma religião pode ser desrespeitada, mas que a fé nunca deve ser usada para justificar a violência.

Se meu amigo (…) xinga a minha mãe, ele pode esperar um soco. É normal. Não se pode provocar.

– Em entrevista no voo de retorno ao Vaticano, após visita ao Brasil em julho de 2013, o Papa disse o seguinte sobre a questão dos homossexuais:

Se uma pessoa é gay e busca a Deus, quem sou eu para julgá-la?

– Na comemoração do 25º aniversário da queda do Muro de Berlim, em novembro de 2014, e lembrou o papel de João Paulo II para este fato histórico:

Precisamos é de pontes, e não de muros.

– Após um ano como papa, Francisco reforçou que a proibição aos contraceptivos e a oposição ao casamento gay, por exemplo, iriam continuar apesar de todas as reformas que tinha feito dentro da Igreja Católica:

Eu não sou super-homem.

– Declaração dada em 2014, quando Franciso pediu perdão pelos padres acusados condenados por abuso sexual:

Sinto-me impelido a me responsabilizar por todo o mal que fizeram alguns padres.

Crédito da Imagem: Reprodução

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