‘Em Ritmo de Fuga’ combina música e ação para realizar um dos filmes mais legais do ano

Há sempre nos filmes do cineasta inglês Edgar Wright uma energia contagiante que passa para quem assiste. Seja em produções comerciais como Scott Pilgrim contra o Mundo (2010) ou Heróis de Ressaca (2013), ou mesmo em outras mais independentes como nos ótimos Chumbo Grosso (2007) e Todo Mundo Quase Morto (2004), Edgar Wright sabe como misturar a Ação com ingredientes de Comédia e até de Ficção Científica. Isso logo dá uma aura de originalidade às suas obras, ainda que elas estejam recheadas de referências.

É o que aconteceu em seu mais novo e elogiado trabalho Em Ritmo de Fuga, que há um tempo tem sido um dos filmes mais comentados do ano. Quando a ação começa, numa sequência de perseguição alucinante e de tirar o fôlego pelas ruas de Atlanta, logo vem à cabeça filmes como Drive (2011) e Mad Max: Estrada da Fúria (2015) por causa justamente dessa energia que parece irradiar da tela. Ao contrário dos dois filmes citados, as pretensões de Edgar Wright para Em Ritmo de Fuga ficam mais no campo da diversão – e não há nenhum problema com isso.

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‘House of Cards’ exibe temporada de altos e baixos e sátira continua próxima da realidade

Nas primeiras temporadas House of Cards manteve seus personagens na maior parte do tempo mergulhados em sombras em pontos turísticos e históricos em Washington, em reuniões que serviam para costurar acordos onde todos pudessem sair ganhando. Agora ambientada na Casa Branca desde a 4ª temporada, o quinto ano de House of Cards não esconde como de fato funciona a política. As manobras dos políticos para continuarem no poder deixam claro que a sociedade não tem algum impacto na democracia, que é apenas uma fachada em favor da liberdade e direitos iguais.

Se perpetuar no poder é o que move os dois protagonistas, Francis e Claire Underwood, nessa quinta temporada. E a forma deles de fazer política não é das mais tradicionais, como já sabemos. A primeira metade se passa em meio às Eleições presidenciais, quando House of Cards satiriza o sistema de votação americano, e a outra metade é justamente ironizando a própria inteligência que a série tem de ser tão próxima da realidade – e se antes achávamos alguns absurdos que aconteciam, cada vez mais House of Cards se torna assustadoramente verossímil.

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Quarta temporada de House of Cards estreia e retrata momento político atual

Está todo mundo acompanhando o desenrolar da Operação Lava-Jato. Mas quando a sexta-feira amanheceu, outra notícia que também despertava atenção era a estreia da quarta temporada de House of Cards. Vinda de três temporadas em que mostrou o jogo político praticado em Washington (mas que facilmente se assemelha a qualquer país, especialmente no Brasil) e a ascensão de Frank Underwood à presidência dos Estados Unidos, a quarta temporada da série protagonizada por Kevin Spacey e Robin Wright estreia em um momento decisivo da política americana ao representar a corrida até a Casa Branca, com as eleições primárias acontecendo, o debate se intensificando e a troca de acusações ficando cada vez mais aparente.

É uma série de ficção, mas House of Cards sempre causou grande admiração pelo compromisso com a (quase) realidade. Apesar de uns excessos aqui e ali, a série desenvolvida por Beau Willimon (que não voltará ao cargo de showrunner na quinta temporada agora que a atração já foi renovada pela Netflix) faz sucesso porque expõe na relação dos seus personagens o jogo político, o toma lá dá cá e o que cada um está disposto a fazer para ascender politicamente. E era de se esperar que a quarta temporada de House of Cards retratasse justamente o ambiente político atual nos Estados Unidos, mas também procurasse discutir assuntos que se tornaram ainda mais importantes do que já eram considerados no último ano.

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Agora veterana, House of Cards redefiniu a forma de ver séries

Há quatro anos o serviço de streaming (até então meio desconhecido) Netflix lançava a série House of Cards, que definiria e transformaria a nossa forma de como assistir TV. Um risco tomado pelo Netflix que acabou dando certo e que deu à empresa logo em seu primeiro ano o retorno necessário para investir ainda mais em conteúdo original – e fez também com que os seus concorrentes, como Amazon e YouTube, também produzissem conteúdo original para as suas respectivas plataformas.

Com a quarta temporada prestes a estrear no dia 4 de março (sexta-feira), House of Cards não é mais nenhuma novata. Hoje veterana, o programa criado por Beau Willimon, produzido por David Fincher e Kevin Spacey, que também encabeça o elenco principal, foi o primeiro seriado indicado ao Emmy de Melhor Série sem que tivesse sido exibido na TV convencional. Se House of Cards ainda não conseguiu ganhar o prêmio principal, o ator Kevin Spacey colecionou prêmios nessa temporada de premiações.

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Veja quais filmes queremos assistir no Festival de Cinema de Tribeca

O Festival de Cinema de Tribeca, que acontece anualmente em Nova York, completa quinze anos em 2016 e já se consolidou como um dos festivais mais interessantes do circuito, sempre revelando novos diretores (e novas diretoras), além de fomentar a discussão sobre a arte de fazer filmes. Pois é isso o que vai acontecer entre …