Podcast Goodfellas: Episódio 1 – Vida de Jornalista em LA (Part: Rodrigo Salem)

É com muita satisfação que finalmente apresentamos o Podcast Goodfellas. Ainda estamos aqui ajeitando as coisas, mas esse episódio Piloto precisava sair essa semana de qualquer jeito. Desde 2018 que estamos pensando em produzir um podcast próprio, mas o momento nunca parecia apropriado. Agora chegou o momento. E estamos muito contentes de compartilhaer isso com vocês.

O formato do Podcast Goodfellas é de convidar profissionais que atuam no mercado de cinema ou televisão para uma entrevista bem descontraída e divertida. E o nosso convidado de estreia do programa é o jornalista Rodrigo Salem, que já cobre a indústria do entretenimento há mais de vinte anos com passagens pelas revistas SET, GQ e Contigo, Salem se mudou para Los Angeles há cinco anos e, desde então, passou a cobrir os temas pelos quais ele mais gosta diretamente de lá para o jornal Folha de São Paulo.

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‘Projeto Flórida’ retrata desigualdade através do olhar infantil

Ouço reverberando de vez em quando uma frase que ouvi em um curso que fiz sobre o fato de nos tornarmos pessoas sérias demais quando ficamos adultos. “Não perca a criança que existe (ou uma vez existiu) dentro de você”, é o que eu ouço. No centro e no coração da sua narrativa, essa é a mensagem de Projeto Flórida, filme dirigido por Sean Baker (do ótimo Tangerine). Ambientado em um projeto habitacional, a história é contada através do olhar de Moonee (a adorável Brooklynn Kimberly Prince) e acompanha seu cotidiano e de outras crianças morando tão próximas de um paraíso: a Disneilândia.

Projeto Flórida nos leva ao parque de diversões de Moonee. A utopia do lugar encantado da Disney ganha o mesmo tipo de tratamento nos nomes dos projetos habitacionais, que vão desde ‘Magic Castle’ a ‘FutureLand’. Moonee transita entre esses dois lugares, vista de longe por sua mãe Halley (Bria Vinaite), que ganha a vida como pode fazendo bicos, e o síndico Bobby (Willem Defoe), que cotidianamente precisa correr atrás das crianças e lidar com as bagunças que elas aprontam.

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Oscar 2018: as resenhas dos indicados a Melhor Filme

Esse Oscar 2018 me lembra bastante a cerimônia de 2007, pela competição em si e por todos os filmes terem alguma chance – mesmo que remotas, considerando todas as premiações que já antecederam o Oscar. Não foi uma temporada que acompanhei com a mesma atenção de outros anos, mas consegui assistir todos os filmes (ainda estou devendo os curtas de documentário e animação, mas até domingo eu assisto).

Nesse artigo especial, reúno todas as resenhas dos nove filmes indicados na categoria principal da cerimônia, que acontece no dia 04 de março (domingo) e será mais uma vez apresentada por Jimmy Kimmel e transmitida pelo canal TNT aqui no Brasil. Aproveite que finalmente chegamos na semana do Oscar para conferir o que penso sobre cada filme.  Dê uma olhada:

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‘Trama Fantasma’ tem história imprevisível e cheia de estilo

O mesmo mistério que permeou o lançamento de Trama Fantasma até praticamente a sua estreia também é o que norteia a narrativa do novo filme de Paul Thomas Anderson, o oitavo da sua carreira e o primeiro ambientado inteiramente na Inglaterra. Escrito pelo próprio diretor, o filme é imprevisível ao construir com esmero afinco as personalidades dos seus personagens. Trama Fantasma acompanha Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis, em provável última atuação) e sua obsessão e genialidade em desenhar vestidos que são usados pela alta classe britânica e a realeza europeia.

Mas logo nos primeiros quadros de Trama Fantasma, Paul Thomas Anderson faz questão de mostrar que o ambiente onde a narrativa se desenvolve, a Casa de Woodcock, é rodeado por estranhezas e manias que têm um único objetivo: respeitar o processo criativo de Reynolds. Quando ele é confrontado logo no café da manhã por uma de suas modelos, fica nítido o quanto Reynolds é um homem de difícil convivência, capaz de ser entendido (ou compreendido) apenas por sua irmã, Cyril (Lesley Manville). Ao tirar o final de semana de folga e partir para o campo, ele conhece a misteriosa Alma (Vicky Krieps), uma simples garçonete e por quem Reynolds imediatamente se interessa.

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