‘The Post’ tem assinatura de Spielberg e brilho de Meryl Streep

O cinema regularmente costuma celebrar o jornalismo quando precisa ressaltar sua importância na fiscalização de qualquer sistema democrático e, claro, seu papel fundamental para a formação de uma sociedade. Em The Post – Guerra Secreta, filme dirigido por Steven Spielberg, isso não poderia ficar de fora (e não ficou). O caso conhecido como Pentagon Papers, os documentos secretos que mostraram claramente que o governo dos EUA mentiu sistematicamente sobre a guerra do Vietnã, é recriado no filme tomado por um senso de urgência que parece se confundir com a era Trump e das “fake news” de hoje, isto é, o jornalismo tendo que provar que o trabalho feito na cobertura de assuntos políticos é mais do que necessário para impedir presidentes de se transformarem em verdadeiros ditadores.

A engrenagem que movimenta a narrativa de The Post – Guerra Secreta se passa em duas frentes: na primeira, centralizada em Katherine Graham (Meryl Streep), a herdeira por acaso do jornal e vivendo a expectativa e pressão de abrir capital do The Washington Post na tentativa de criar mais opções de lucro para um negócio que até então era apenas familiar; na outra frente, a figura que está no centro é o lendário editor-chefe do jornal, Ben Bradlee (Tom Hanks), que primeiro vê o concorrente The New York Times publicar uma reportagem sobre os estudos do Vietnã que causaram o estopim do escândalo na administração do presidente Richard Nixon, e seus esforços em tornar o The Washington Post um jornal de relevância nacional e internacional – e não apenas local.

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‘Spielberg’ homenageia carreira do diretor e é cauteloso quanto à sua vida pessoal

Entrar nos filmes de Steven Spielberg é como revisitar uma memória afetiva guardada em algum lugar do nosso cérebro que nos indica o que éramos e onde estávamos quando assistimos E.T: O Extraterrestre (1982) pela primeira vez, ou as incontáveis vezes que vimos Parque dos Dinossauros (1993) e até as tentativas de estabelecermos entre nossos amigos grupos de amizade como aqueles que tanto apareceram em seus longas-metragens.

No documentário Spielberg (2017), feito para a HBO pela cineasta Susan Lacy (Janis Joplin: Little Girl Blue), toda essa trajetória da carreira de mais de 40 anos do diretor é revisitada através do olhar do próprio Spielberg e de alguns dos seus mais antigos colaboradores como John Williams, amigos como Martin Scorsese e Brian de Palma, e atores que ajudaram o diretor a contar suas histórias como Daniel Day-Lewis, Tom Hanks e Sir Ben Kingsley.

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Favoritos de Sexta #2

Foi uma semana movimentada no mundo cultural das séries e dos filmes que tanto amamos. O debate sobre o streaming continua muito forte após a seleção oficial do prestigiado festival de Cannes ter escolhido dois filmes da Netflix (e vou repercutir um pouco sobre isso). Mas também uma semana de uma morte inesperada. Fui surpreendido com a morte de Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes, Filadélfia), confirmada no Twitter. O diretor sofria de um câncer no esôfago e também de problemas cardíacos. Na noite anterior à sua morte eu tinha revisto Filadélfia, um filme do qual gosto muito e que começa com a linda música de Bruce Springsteen, “Streets of Philadelphia”. O meu preferido dele ainda é O Silêncio dos Inocentes, que já perdi a conta de quantas vezes eu vi. Uma pena mesmo.

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Veja cinco filmes dos anos 80 que inspiraram “Stranger Things”

Stranger Things é a nova série da Netflix que estreia na próxima sexta-feira (15) e uma aposta do serviço de streaming para o verão americano, uma época do ano que é costumeiramente sempre concorrida com grandes lançamentos. Há uma explicação para todo esse holofote: o caráter nostálgico da década de 80 marcada, principalmente, por filmes …