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The Americans: o que esperar da penúltima temporada

Não escondemos de ninguém: para nós do Trívia a série The Americans é a melhor em exibição atualmente na TV americana. E por causa de tudo que envolveu as eleições americanas e a investigação que comprova a participação russa no resultado final do pleito, o programa do canal FX e criado por um ex-agente da CIA, Joe Weisberg, ganhou ainda mais relevância.

Os produtores estão cientes disso. A série retorna para a quinta e penúltima temporada (já renovada para o último ano que estreia em 2018) no dia 7 de março e o primeiro trailer foi divulgado mostrando as primeiras cenas inéditas. Assista abaixo:

[CUIDADO: SPOILERS]

Mas se a esse ponto você ainda não conhece The Americans, a gente aqui te dá uma ajudinha para te convencer a assistir (as temporadas estão disponíveis na Netflix). A série é ambientada durante os anos 80 e acompanha um casal de espiões da KGB, Philip (Matthew Rhys) e Elizabeth Jennings (Keri Russell) que foram unidos apenas com o interesse de mandá-los para os Estados Unidos, viverem uma vida normal americana (eles têm dois filhos e um emprego de fachada em uma agência de viagens), enquanto mandam informações importantes para o serviço secreto russo de futuros planos que estão desenvolvidos no país.

A quinta temporada continua elaborando as consequências de suas verdadeiras identidades terem sido reveladas para a filha mais velha, Paige (Holly Taylor) e os desafios de Elizabeth e Philip em continuarem protegendo a sua família do serviço perigoso que prestam à sua pátria, tentando manter o máximo possível de normalidade para o outro filho, Henry (Keidrich Sellati).

Cartaz promove a nova temporada de The Americans. | Foto: Divulgação/FX

Manter o ritmo

Apesar de todo o (tardio) hype que a série ganhou no último ano com indicações a todos os principais prêmios, além também da participação da Rússia nas eleições dos EUA, os produtores e showrunners da série, Joe Weisberg e Joel Fields, não estão preocupados com a pressão desta ser a penúltima temporada de The Americans e com o que o programa possa ter ganhado de relevância com toda essa conjuntura criada.

“As pessoas costumam chamar esse show de “queima lenta” e pensamos algumas vezes que era um elogio e outras que era um insulto. Mas agora vamos abraçar esse ritmo lento porque estamos apenas contando uma história como ela se desenrola. A penúltima temporada é somente mais uma temporada para nós. Não é exagerado e não será baseada na construção de tensão. Mas será uma grande temporada”, disse Joe Weisberg em entrevista recente ao site Entertainment Weekly.

Para Joel Fields, “a história está dando mais do que estamos dando a história”. Essa é uma afirmação que tem tudo a ver com The Americans porque ninguém conseguiria imaginar que os filhos de Philip e Elizabeth desempenhariam um papel importante na narrativa e nos conflitos familiares. Pelo contrário: a primeira temporada é construída através das missões dadas pelo governo russo e que pouco a pouco vão sendo cumpridas por eles, movendo adiante sem dúvidas ou questionamentos sobre o trabalho que eles fazem.

Embora isso tenha funcionado muito bem nos primeiros episódios, The Americans correu o risco de levar a série mais adiante e é justamente isso que vem acontecendo, com cada revelação desenrolando a trama e testando os dois (seja os fazendo questionar se o que eles fazem realmente está mudando o mundo ou o duvidar da própria segurança deles caso não aceitem mais o serviço e quiserem se afastar).

Encontro histórico entre Gorbachev e Reagan deve entrar na trama da série. | Foto: Reprodução

Diminuir as tensões

The Americans é ambientada nos anos 80 e no episódio da quarta temporada, intitulado “The Magic of David Copperfield V: The Statue of Liberty Disappears”, fica claro que a série está seguindo os acontecimentos e os usando como uma forma de posicionar a história nessa passagem de tempo.

Também na 4ª temporada, o capítulo “The Day After” dá a entender que The Americans cobriu todo o ano de 1983 e parte de 1984. Portanto, a quinta temporada está posicionada entre meados de 1984 e todo o ano de 1985, quando as tensões entre Estados Unidos e Rússia começam a diminuir devido ao encontro em 11 de março de 1985 entre Mikhail Gorbachev, líder da União Soviética, e Ronald Reagan, presidente-eleito dos Estados Unidos.

Esse encontro na Suíça ajudou a diminuir o tom hostil entre os dois países e The Americans usará isso para mostrar os impactos dessas decisões políticas em suas vidas.

[Crédito da Imagem de Capa: Divulgação/FX]

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