Veja cinco apresentações memoráveis no intervalo do Super Bowl

Antes do Coldplay entrar no palco do Levi’s Stadium neste domingo (7), em San Francisco, para a apresentação do show do intervalo no Super Bowl 50, todo o filme de uma carreira deverá passar na mente de Chris Martin e companhia. Afinal de contas, é o Super Bowl. A cada ano, recordes de audiência são batidos. E nesse ano não deverá ser diferente, por conta da presença do jogador Peyton Manning, um dos principais da liga e um dos melhores de todos os tempos, e que poderá encerrar a carreira após esse jogo.

O palco é montado rapidamente. Em seis minutos, tudo tem que estar perfeitamente em posição para uma apresentação meteórica que dura em torno de onze a doze minutos. É tudo que cada banda teve para se consagrar ou para se transformar em uma grande decepção no intervalo do Super Bowl. O mundo vai estar assistindo e acompanhando, pronto para julgar cada falha ou para aplaudir cada situação criada.

Nesse ano, além de Coldplay, a cantora Beyoncé também se apresentará junto – possivelmente uma participação na canção “Hymm for the Weekend”, que está no último disco lançado pela banda inglesa. Também falam em Bruno Mars, que se apresentou há dois anos. Mas aí já é especulação.

Por isso, vamos aqui relembrar cinco apresentações que foram simplesmente arrebatadoras e emocionantes. Confira:

Michael Jackson (1993)

Dizem que existe uma era de shows do intervalo pré-Michael Jackson e pós-Michael Jackson. E não é preciso parar para pensar muito no que isso quer dizer, né? O Rei do Pop levou o público da California ao delírio com um medley de “Jam”, “Billie Jean” e “Black or White”. Em seguida, ele ainda emendou “We Are the World”, em um dos momentos mais emocionantes da apresentação (que arrepia qualquer um), que é finalizada com “Heal the World”. Depois desse show de Michael Jackson, o momento do intervalo nunca mais seria o mesmo. De verdade.

U2 (2002)

O Super Bowl 36 foi rodeado de muita expectativa. Os Estados Unidos vinham dos atentados terroristas do 11 de setembro e era o primeiro grande evento que iria reunir milhares de pessoas em um local. O medo fez repensar muita coisa e algumas regras foram adotadas para garantir a segurança. E no meio desse turbilhão estava o U2, uma banda apropriada para fazer um show dessa magnitude e importância. Em plena Elevation Tour, que passou pelo Brasil, a banda iniciou a apresentação com “Beautiful Day”. Todo mundo esperava mesmo o tributo que Bono Vox faria às vítimas do 11 de setembro. E ele veio quando o U2 tocou “Where the Streets Have No Name”, com um telão listando os nomes de cada uma das vítimas – como aconteceu quando eles tocaram em Paris logo após os atentados terroristas na cidade. Muito emocionante.

Paul McCartney (2005)

Paul McCartney foi, como a imprensa americana rotulou na época, “a escolha segura” após o controverso show do intervalo de Justin Timberlake e Janet Jackson no ano anterior. Na ocasião, a apresentação foi marcada pela exposição do seio de Janet Jackson causada por Timberlake. O caso ficou conhecido como “mau funcionamento do guarda-roupa”, que Jackson declarou posteriormente. Seja como for, Sir Paul McCartney fez realmente uma apresentação segura, tocando clássicos como “Drive My Car”, “Get Back” e “Live and Let Die”, que foi tema de James Bond. Ele fechou o show com “Hey Jude”, sendo cantada por 84 mil pessoas no estádio em Jacksonville.

Bruce Springsteen e The E Street Band (2009)

Muitas vezes ficamos fascinados com o visual do espetáculo, das luzes e de todos os efeitos pirotécnicos. Afinal de contas, são apenas onze ou doze minutos. Mas nada disso combina com Bruce Springsteen. O negócio do The Boss é cru mesmo. E é incrível, simplesmente assim. A sua energia visualmente transbordou pelo estádio. Relutante em tocar no show do intervalo, mesmo tendo recebido convites para isso ao longo dos anos, Bruce Springsteen fez a espera valer a pena.

Beyoncé (2013)

Beyoncé deve ter se sentido inspirada pela apresentação de Michael Jackson no Super Bowl de 1993. É preciso reconhecer que hoje existem poucos artistas desse nível e Beyoncé pode muito bem ser colocada nessa prateleira. A cantora distribuiu clássicos quando emergiu de uma cortina de fumaça começando com “Crazy in Love” e “Love on Top”. Depois brilhou ao lado das Destiny’s Child (era aquela época de rumores sobre a volta do grupo) Kelly Rowlland e Michelle Williams, que cantaram juntas “Bootylicious”, “Independent Women” e “Single Ladies”.

Prince (2007 – Menção Honrosa)

Como é comum em nossas listas, sempre há alguma menção honrosa. Infelizmente, não conseguimos encontrar vídeos da apresentação do Prince no Super Bowl de 2007 que, diga-se de passagem, foi uma escolha bem arriscada. Mas ele detonou o estádio, com toda aquela produção pirotécnica que funcionou e não soou excessiva como normalmente acontece. Clássicos de sua autoria como “Let’s Go Crazy” e de outros artistas (“Proud Mary”) fizeram parte do setlist, que encerrou com a explosiva “Purple Rain”, colocando todos os torcedores no clima para o segundo tempo do jogo.

Crédito da Imagem: Reprodução

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