Veja quais filmes queremos assistir no Festival de Cinema de Tribeca

O Festival de Cinema de Tribeca, que acontece anualmente em Nova York, completa quinze anos em 2016 e já se consolidou como um dos festivais mais interessantes do circuito, sempre revelando novos diretores (e novas diretoras), além de fomentar a discussão sobre a arte de fazer filmes.

Pois é isso o que vai acontecer entre os dias 13 e 24 de abril. Além da seleção de mais de cem filmes que serão exibidos nesses dias, e do já famoso Tribeca Talks com as participações de J.J Abrams, Alfonso Cuáron, Francis Ford Coppola, Joss Whedon, Jodie Foster, Catherine Hardwicke, Lily Tomlin, Jane Fonda, entre tantos outros, esse ano também será especial porque o festival exibirá Taxi Driver em comemoração aos 40 anos do filme (clique aqui e leia o especial que fizemos).

Mas, claro, todos querem mesmo é ver filmes. Como ficamos de longe, apenas observando toda a movimentação e as reações do público ao que assistem, compilamos aqui uma lista com alguns filmes que com certeza iríamos assistir se estivéssemos no festival nesse ano.

Confira abaixo:

Califórnia

Já exibido na 39ª Mostra de São Paulo, e também no Festival do Rio de 2015, Califórnia é o primeiro filme de longa-metragem dirigido por Marina Person, que estreou mesmo na direção com o documentário Person (2007). O filme recebeu críticas positivas e ganha agora destaque no Festival de Tribeca. A história é sobre Estela, uma adolescente de 17 anos e segue suas descobertas, suas desilusões, grandes mudanças, tentativas de se ajustar à sociedade. Dramas e questionamentos que dialogam com o universo o qual filme se propõe a narrar. Além disso, Califórnia é ambientado no fim dos anos 1980, no processo de redemocratização do Brasil, o que ajuda a abordar o tema sob o ponto de vista da sua protagonista.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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After Spring

Normalmente, o Festival de Tribeca revela novos diretores e o evento é bastante aberto para isso. Então, será comum falarmos continuamente que tal produção se trata da estreia na direção de alguém. Como é o caso do documentário After Spring, dirigido por Ellen Martinez e Steph Ching. Martinez passou oito anos no Oriente Médio (sendo quatro na Síria). E nesse documentário ela mostra como mais de 80 mil refugiados sírios vivem no Campo de Refugiados Zaatari, na Jordânia, o segundo maior do mundo (58% dos refugiados são crianças), como as famílias precisaram adaptar as suas vidas à essa nova realidade e à incerteza do futuro (assista o vídeo aqui).

Divulgação/Tribeca Film Festival
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All We Had

O tema de All We Had parece batido, como se tivesse sido mostrado em algumas outras produções, mas normalmente o que sempre importa é pelos olhos de quem enxergamos essa história. A atriz Katie Holmes, que faz a sua estreia na direção com All We Had, interpreta Rita e precisa lidar com as incertezas da sua filha adolescente Ruthie (Stefania Owen). Como pano de fundo para esse drama: a crise econômica de 2007 que fez muita gente perder suas casas e reservas financeiras por conta do colapso financeiro que os Estados Unidos, e o mundo, enfrentaram.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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Almost Paris

Domenica Cameron-Scorsese (sim, ela é filha do diretor Martin Scorsese) estreia na direção de um longa-metragem cujo tema também é bastante parecido com All We Had, que citamos anteriormente. Aqui, um consultor financeiro retorna às suas origens (leia-se: sua cidade natal) para se reencontrar, se redimir consigo mesmo sobre as coisas erradas que fez. Domenica Cameron-Scorsese dirigiu já três curtas-metragens, sendo um deles bem interessante, que é Roots in Water, quando ela dirige uma história que fala sobre a mudança de relacionamento entre os familiares quando estes precisam enfrentar sentimentos complexos como remorso, culpa. Um filme para se ficar de olho.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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As I Open My Eyes

O longa-metragem As I Open My Eyes, uma produção que une quatro países (Tunísia, Bélgica, Emirados Árabes Unidos e França) chega ao Festival de Tribeca com bastante pompa. Considerado como o Melhor Filme Europeu, além de ter recebido outros 25 prêmios em diversos festivais (Rotterdam e Toronto, só para citar alguns), o filme dirigido por Leyla Bouzid (também sua estreia) é um musical que é ambientado durante a Primavera Árabe, acompanhando uma banda (liderada por Farah) que toca em bares locais – inclusive em alguns permitidos só para homens. Música e política está no centro da narrativa. E As I Open My Eyes parece ser um dos filmes que merecem ficar de olho nesse festival.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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The Banksy Job

O título do filme leva o nome do famoso artista Banksy, mas não é sobre ele. Os diretores Ian Roderick Gray e Dylan Harvey lançam um olhar sobre um outro personagem. Conhecido como AK47, e ex-ator pornô, ele auto-intitula as suas instalações como uma “arte terrorista”, se declarando como o oposto de Banksy, um vilão ao que ele chama Banksy de “herói”. O filme mistura o que parece ficção e o que é real, sem deixar claro o que é de fato verdade, nessa história que se aprofunda sobre a cena artística em Londres.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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By Sidney Lumet

Somos fãs do diretor Sidney Lumet, que faleceu em 2011. Filmes como 12 Anos e uma Sentença (1957), Um Dia de Cão (1975), Serpico (1973), Antes que o Diabo Saiba que você está Morto (2007), Assassinato no Expresso Oriente (1974) são verdadeiros clássicos. Assim, se estivéssemos em Tribeca, com certeza reservaríamos um tempo para assistir esse documentário, que é basicamente uma entrevista a qual nunca vimos que ele concedeu em 2008, meses antes da sua morte. Em cinquenta anos de carreira, Sidney Lumet dirigiu 44 filmes. E esse documentário nos parece uma justa homenagem a esse homem que tantos anos se dedicou à arte de fazer filmes.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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Custody

Viola Davis (How To Get Away With Murder), Hayden Panetierre (Nashville) e Catalina Sandino Moreno (O Ano Mais Violento) estão juntas neste drama judicial que, como o título sugere, é sobre a custódia do filho de Sara (Moreno), uma mãe de duas crianças (e solteira) que enfrenta o caso julgado pela juíza Martha Schulman (Davis), que está casada há 23 anos e não se vê mais nesse casamento. Enquanto isso, Alexandra Fisher (Panetierre) é uma estudante que recebe a tarefa de acompanhar o caso e isso traz lembranças ruins sobre o seu passado. Um filme com muitas histórias acontecendo, ao mesmo tempo em que uma trama principal que levou essas três mulheres a se conhecerem segue em movimento. E tem a Viola Davis. Tem que dar uma chance.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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Elvis & Nixon

É verdade que, em algum ponto da história, ocorreu o encontro entre o músico Elvis Presley e o presidente Richard Nixon? Sim, aconteceu. E uma foto imortalizou esse encontro (veja aqui). Porém, não sabemos exatamente o que eles conversaram. Esse filme, então, propõe imaginarmos o que aconteceu nesse encontro. Os atores Michael Shannon (Elvis) e Kevin Spacey (Nixon) são os protagonistas da história. E estamos muito curiosos para assistir.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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The Tenth Man

Daniel Burman é um dos diretores mais importantes da pulsante produção cinematográfica argentina. Responsável por longas como Dois Irmãos (2009), Tese Sobre um Homicídio (2013) e Ninho Vazio (2009), ele lançará no Festival de Tribeca o seu mais novo filme, mantendo novamente a narrativa de seu filme centrada em temas que ele vem trabalhando em toda a sua filmografia: a relação entre pai e filho, noções de identidade, o lar. Ariel está tentando reestabelecer o seu relacionamento com o seu pai. E ele tentará isso durante os sete dias do feriado conhecido como Purim.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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A Hologram For The King

Quando você começa a ler sobre o que se trata A Hologram For The King, novo filme protagonizado por Tom Hanks, tudo que você consegue pensar são em coisas absurdas. Mas o filme é justamente isso: uma crítica cômica e repleta de humor negro sobre a forma como os americanos pensam em ter a sua tecnologia, sua expertise, levada para outros países. É o que Alan Clay (Hanks) encontra quando ele viaja para a Arábia Saudita para vender uma nova tecnologia revolucionária. Tudo é uma alegórico, a começar pela imagem de Tom Hanks no deserto, sozinho, no meio do nada, se perguntando “o que eu vim fazer aqui?”.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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The Man Who Knew Infinity

O matemático prodígio indiano Ramanujah (Dev Patel) viaja da Índia para o Reino Unido para estudar com o estimado professor GH Hardy (Jeremy Irons, sempre bom vê-lo atuando) e os dois trabalham juntos para aperfeiçoar teoremas que acabaram mudando a história da matemática. Essas histórias são sempre inspiradoras, né? Vale a pena ficar de olho.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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The Meddler

Susan Sarandon, J.K Simmons e Rose Bryne estrelam esse longa-metragem, dirigido por Lorene Scafaria, que conta a história de Marnie Mirnevini (Sarandon) que, após a morte do marido, viaja para conviver com a sua filha Lori (Rose Bryne). À medida que a relação das duas fica complicada, Marnie precisa saber como viver sozinha. É aí que ela conhece Zipper (J.K Simmons), um motoqueiro e ex-policial da região.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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Obit

O documentário dirigido por Vanessa Gould acompanha a equipe de jornalistas responsáveis por escreverem a seção de Obituário do jornal New York Times. E mostra o processo de cada um em desenvolver uma narrativa sensível e elegante para descrever todas as conquistas que grandes ícones e artistas alcançaram, o trabalho de pesquisa em ir fundo para descobrir tudo isso e a pressão que existe em escrever um texto que, com certeza, terá um impacto impossível de medir. Documentário que parece ser bem interessante, com uma temática que não lembramos de termos visto recentemente em nenhum outro filme – especialmente em um documentário.

Divulgação/Tribeca Film Festival
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Pelé: Birth of a Legend

Jeff Zimbalist e Michael Zimbalist dirigem essa cinebiografia sobre Pelé e em como, aos 17 anos, ele se tornou o mais jovem jogador a ser campeão em uma Copa do Mundo.

Crédito da Imagem: Reprodução

Vinícius Silva
Sou formado em Jornalismo e mestre em Gerenciamento de Negócios Internacionais. O vício em Filmes, Séries e nas Artes em geral me levaram à escrita.

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