[CUIDADO: SPOILERS A SEGUIR DA 4ª TEMPORADA DE VIKINGS]

O último episódio da 4ª temporada de Vikings foi exibido na última quarta-feira. Com um formato diferente dos anos anteriores, foi uma temporada mais longa dividida em duas partes de dez episódios. E muito por causa disso Vikings se arrastou em boa parte da trama que ficou separada entre a desastrosa investida para ocupar a França liderada ainda por Ragnar (que significou de vez a sua decadência), e depois o objetivo de vingança dos filhos de Ragnar por sua morte.

No meio de toda essa batalha, ficou bem claro que Vikings está próximo do final. A quinta temporada deverá começar com planos de invasões nas regiões do Mediterrâneo, isso é certo. Mas o que deve prevalecer ainda é a disputa entre os próprios filhos de Ragnar, pois cada um tem uma ideia do que fazer e querem seguir caminhos diferentes. O mais instável deles, Ivar, deixou bem claro o seu sentimento ao matar o próprio irmão, Sigurd, e deverá ser isso que passaremos a ver no início do quinto ano, que terá novamente vinte episódios e será dividido em duas partes.

Mas ainda há outros assuntos também emergenciais. Mesmo porque, apesar de ser contada sob a perspectiva dos Vikings, a série tem outros povos que ganham atenção. Os ingleses de Wessex, por exemplo, tiveram que fugir com a iminente invasão Viking e a morte do Rei Ecbert, que renunciou o trono e deixou para o seu filho, Aethelwulf. Mas já preparando o terreno para a próxima temporada, Vikings introduziu o enigmático personagem do ator Jonathan Ryhs Meyers (The Tudors).

Conhecido como Heahmund, ele é um padre. Mas é bom não se enganar com os outros padres que vemos anteriormente em Vikings. Porque esse é uma espécie de Cavaleiro Templário, vivendo nos arredores de Wessex, e que medirá forças com Ivar – cuja pretensão é montar um exército de Vikings corajosos e que procuram fama para continuarem invadindo, saqueando e explorando as áreas inglesas.

Continuar evoluindo

A morte de um personagem importante (e teve outras no final da quinta temporada) como Ragnar (Travis Fimmel) é um ponto positivo para série continuar evoluindo. Basta pensar em Nicholas Brody, de Homeland, quando o seriado ficou por três temporadas preso ao seu personagem. O caso de Vikings é diferente, certamente, mas caso Ragnar ainda estivesse vivo por mais um ano, Vikings corria sério de risco de continuar arrastada como foi em parte dessa temporada.

Se a primeira parte foi marcada por essa lentidão e perda de tempo em tramas desnecessárias, como aquelas sequências ambientadas na França que nada contribuíram ou o contato de Floki com o Islã e que também não avançou, a segunda parte após a morte de Ragnar foi marcada por tanta pressa que Vikings chegou a atropelar alguns momentos que mereciam até pouco mais de atenção. A morte do Rei Aelle e a consequente invasão ao seu reino foi praticamente cortada as cenas de batalha e introduzida imediatamente o ritual Águia de Sangue que o matou.

Adotando o mesmo formato para a quinta temporada que foi visto nesta que terminou, Vikings tem um desafio pela frente que vale a pena acompanhar a série no próximo ano: desenvolver a relação conturbada e nada confiável entre os filhos de Ragnar enquanto vemos novos reinos (o Romano é um deles) sendo invadidos e mais personagens clássicos da História inseridos na trama.

[Crédito da Imagem de Capa: Reprodução]

1 thought on “'Vikings' termina 4ª temporada com mortes importantes e pensando na próxima

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